TODAS AS MATÉRIAS PUBLICADAS NESSE BLOG, VOCÊ ENCONTRA NA BARRA LATERAL DIREITA, DIVIDIDA EM TRÊS BLOCOS. É SÓ CLICAR NO TEXTO E VOCÊ SERÁ DIRECIONADO DIRETAMENTE PARA A PÁGINA DESEJADA.

15/04/2012

TIPOS DE DROGAS DEPRESSORAS E SEUS EFEITOS

Depressoras: são drogas que diminuem a velocidade de funcionamento do cérebro.


ÁLCOOL

1. Histórico do álcool e Tipos de Bebidas
Embora seja uma droga, frequentemente o álcool não é considerado como tal, principalmente pela sua grande aceitação social e mesmo religiosa. Podem-se observar nas obras gregas, mitos sobre a criação do vinho. Com destaque para as figuras de Dioniso, Icário e o Rei Anfictião protagonizando a visão grega sobre o uso do vinho (álcool). Nos dias de hoje, é prática em muitas famílias a "iniciação" das crianças no consumo do álcool. A permissividade ao álcool leva à falsa crença de inocência do uso do álcool, mas o consumo excessivo tem se tornado um dos principais problemas das sociedades modernas.

O álcool contido nas bebidas é cientificamente conhecido como etanol, e é produzido através de fermentação ou destilação de vegetais como a cana-de-açúcar, frutas e grãos. O etanol é um líquido incolor. As cores das bebidas alcóolicas são obtidas de outros componentes como o malte ou através da adição de diluentes, corantes e outros produtos.

No Brasil, há uma grande diversidade de bebidas alcóolicas, cada tipo com quantidade diferente de álcool em sua composição.

2. O que o álcool faz no organismo?
O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago.

Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Num adulto, a taxa de metabolismo do álcool é de aproximadamente 8,5g de álcool por hora, mas essa taxa varia consideravelmente entre indivíduo.

Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue.

Os sintomas que se observam são:

Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;
Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;
Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;
Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;
Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que se caracteriza por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.

 A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranquilizantes, barbituratos, anti-histamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.

Os efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados diretamente pelo álcool podem-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.

3. Tolerância e Dependência ao álcool
O uso regular do álcool torna a pessoa tolerante a muitos dos seus efeitos, sendo necessário maior consumo para o indivíduo apresentar os mesmos efeitos iniciais.

A dependência física ocorre em consumidores de grandes doses de álcool. Como já estão adaptados à presença do álcool, esses indivíduos podem sofrer sintomas de abstinência quando param de beber. Os sintomas de abstinência são: nervosismo ou irritação, sonolência, sudorese, diminuição do apetite, tremores, convulsões e alucinações.

Pode-se desenvolver a dependência psicológica com um uso regular do álcool, mesmo que em pequenas quantidades. Nesse tipo de dependência há um desejo persistente de consumir álcool e sua falta pode desencadear quadros ansiosos ou mesmo de pânico.

4. Álcool e Gravidez
O consumo de álcool durante a gravidez expõe a criança aos efeitos do álcool. O mais grave desses efeitos é a Síndrome Fetal pelo Álcool, cujas características incluem: retardo mental, deficiência de crescimento, deformidade facial e de cabeça, anormalidades labiais e defeitos cardíacos.

5. Drunkorexia ou Anorexia Alcoólica
Drunkorexia, ou anorexia alcoólica termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição.

O ato restringe a absorção de calorias necessárias ao corpo humano sob o objetivo de manter um visual esbelto e na moda. Entre as celebridades artísticas o costume da “Drunkorexia”, além de causas estéticas, é impulsionada por cobranças do mercado, angústias e compulsões profissionais.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge de 10% a 12% da população mundial. Equilibrar o peso do corpo através da bebida é o mesmo que realizar uma dieta forçada e depois cair no efeito sanfona (alternância periódica de peso).

Estudos psiquiátricos revelam que o alcoolismo feminino está associado a transtornos psicológicos relacionados à anorexia, bulimia, depressão e ansiedade. O álcool anestesia emoções ruins como a frustração, e no caso da “Drunkorexia”, reduz o apetite. No funcionamento orgânico beber com estômago vazio acelera os efeitos do álcool.

Beber sem moderação pode vir a causar doenças no sistema digestivo e, em certos casos, no sistema sanguíneo, além de outros males. Beber demais ainda causa perda de reflexos, principalmente para o motorista em trânsito.

Sedativos e Hipnóticos não Barbitúricos (ANSIOLÍTICOS)

Incluem-se nesse grupo agentes, que em certos casos, substituíram os barbitúricos, ou que apesar de terem uso restrito ainda são utilizados na medicina atual. Esses compostos foram introduzidos devido à necessidade de sedativos e hipnóticos "não barbitúricos". No entanto, tornaram-se drogas de significante uso abusivo. As drogas que podem ser assim classificadas são: benzodiazepínicos, paraldeídos e brometos.

Benzodiazepínicos

1. Alguns Exemplos de Benzodiazepínicos disponíveis:
Nome genérico                               Nome comercial
Clordiazepóxido                               Librium
Diazepam                                         Valium
Clonazepam                                     Rivotril
Lorazepam                                       Lorax

2. O que os benzodiazepínicos fazem no organismo?
As drogas desse grupo promovem a ligação do ácido (a-aminobutírico (GABA), principal neurotransmissor inibidor, a receptores na membrana dos neurônios). Com isso permitem um aumento de correntes iônicas através dos canais de cloreto, inibindo a atividade neuronal. Os benzodiazepínicos tem um efeito sedativo-hipnótico dependo da dose utilizada. Como o aumento progressivo da dose os efeitos são: sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e por fim a depressão fatal da regulação respiratória e cardiovascular. O coma só ocorre em doses muito elevadas, e a ocorrência de depressão respiratória fatal é muito difícil. Ainda em doses terapêuticas os benzodiazepínicos têm a capacidade de dilatar os vasos coronarianos, já em doses altas pode também bloquear a transmissão neuromuscular.

3. Efeitos indesejados dos benzodiazepínicos
Os efeitos indesejados que ocorrem mesmo com o uso de doses terapêuticas são: graus variados de tonteira, lassitude, tempo de reação aumentado, falta de coordenação motora, comprometimento das funções mental e motora, confusão, amnésia anterógrada, e alterações nos padrões de sono. Outros efeitos colaterais que podem ocorrer são: fraqueza, cefaleia, turvação visual, vertigem, náuseas e vômitos, desconforto epigástrico e diarreia, dores articulares, torácica e incontinência urinária.

4. Tolerância e Dependência aos benzodiazepínicos
A tolerância ocorre de modo diferente para os vários efeitos. A ação ansiolítica parece não sofrer tolerância, mas isto ocorre rapidamente para as ações sedativas ou hipnóticas. Essa tolerância parece ser tanto funcional como metabólica. O desenvolvimento da dependência ocorre devido ao uso crônico de benzodiazepínicos e sua magnitude é dependente da dose utilizada. A síndrome de abstinência caracteriza-se por: insônia, ansiedade e alucinações.

5. Benzodiazepínicos e a Gravidez
A mulher grávida ou que planeja engravidar deve saber que os benzodiazepínicos podem afetar o bebê. O uso desses medicamentos durante a gravidez pode fazer com que o recém-nascido apresente sinais de abstinência. Os benzodiazepínicos também podem ser passados através do leite materno, por isso seu uso na gravidez deve ser cuidadoso. O uso de benzodiazepínicos só deve ser suspendido sob orientação médica.

Paraldeído
O paraldeído é um líquido incolor, com forte odor e gosto desagradável. Após a ingestão, o paraldeído é um hipnótico eficaz e de ação rápida. Devido à sua ação anticonvulsivante e de limitar a excitação motora, ele pode ser utilizado em convulsões do estado epiléptico, do tétano, e na abstinência de usuários crônicos de álcool e barbitúricos. O abuso de paraldeído é raro, devido ao seu gosto e odor. A superdosagem caracteriza-se por: depressão grave do sistema nervoso central, respiração rápida e difícil, acidose, gastrite hemorrágica, hepatite tóxica, nefrose e edema pulmonar. A síndrome de abstinência lembra a do alcoolismo, incluindo "delirium tremens" e alucinação.

Brometos
O uso de brometos como sedativo não é mais justificável, devida à existência de outras drogas e a possível intoxicação que podem causar. Os sinais de intoxicação são: vermelhidão na pele ("rash" cutâneo), depressão do sistema nervoso central, delírio ou alucinações, e sinal de Babinski presente. Como a excreção do íon brometo é feita pelo rim, alguns diuréticos e sais podem aumentar sua excreção.

Barbitúricos

Os barbitúricos (ou derivados do ácido barbitúrico) foram por muito tempo, a droga de escolha para o tratamento da insônia. O declínio de seu uso deu-se por vários motivos como: mortes por ingestão acidental, o uso em homicídios e suicídios, e principalmente pelo aparecimento de novas drogas como os benzodiazepínicos. Hoje em dia, os barbitúricos ainda são utilizados no tratamento de distúrbios convulsivos e na indução da anestesia geral.
Os barbitúricos são produzidos através da condensação de derivados do ácido malônico e da ureia. Atualmente existem diversos barbitúricos disponíveis:

Nome Genérico                  Nome Comercial                 Duração da Ação
Amobarbital                                 Amytal                            Ação curta a intermediária
Barbital                                        Veronal                           Ação prolongada
Butabarbital                                 Butisol                            Ação curta a intermediária
Fenobarbital                                Gardenal, Luminal           Ação prolongada
Hexobarbital                                Evipal                             Ação curta a intermediária
Mefobarbital                                Mebaral                         Ação prolongada
Pentobarbital                               Nembutal                       Ação curta a intermediária
Secobarbital                                 Seconal                          Ação curta a intermediária
Tiamilal                                        Surital                            Ação ultra-curta
Tiopental                                      Delvinal                         Ação curta a intermediária


1. O que os barbitúricos fazem no organismo?
A principal ação do barbitúrico é sobre o Sistema Nervoso Central. Eles podem causar depressão profunda, mesmo em doses que não têm efeito sobre outros órgãos. A depressão pode variar sendo desde um efeito sedativo, anestésico cirúrgico, ou até a morte. Outro efeito dos barbitúricos é o de causar sono, podendo induzir apenas o relaxamento (efeito sedativo) ou o sono (efeito hipnótico), dependendo da dose utilizada.

2. Absorção, Metabolismo e Excreção dos barbitúricos.
O uso de barbitúricos pode ser oral, intramuscular, endovenoso, ou retal. Independentemente da via de administração eles se distribuem uniformemente pelos tecidos. Após a absorção, eles se ligam a proteínas do sangue e vão agir principalmente no cérebro, devido ao seu alto fluxo sanguíneo. Os efeitos depressores aparecem entre 30 segundos e de 15 minutos, dependendo do tipo de barbitúrico utilizado.

Os barbitúricos são metabolizados no fígado e excretados na urina

3. Envenenamento Barbitúrico
O envenenamento barbitúrico é um problema clínico significativo, podendo levar à morte em alguns casos. A dose letal do barbitúrico varia de acordo com muitos fatores, mas é provável que o envenenamento grave ocorra com a ingesta de uma só vez de doses dez vezes maiores que a dose hipnótica total. Se o álcool ou outros agentes depressores forem utilizados junto com o barbitúrico, as concentrações que causam morte são mais baixas.

Em casos de envenenamento grave o paciente apresenta-se comatoso, com a respiração lenta ou rápida e curta, a pressão sanguínea baixa, pulso fraco e rápido, pupilas mióticas reativas à luz e volume urinário diminuído. As complicações que podem ocorrer são: insuficiência renal e complicações pulmonares (atelectasia, edema e broncopneumonia).
O tratamento nestes casos é de suporte.

4. Tolerância aos barbitúricos
O uso crônico de barbitúricos pode levar ao desenvolvimento da tolerância. Isso ocorre tanto pelo aumento do metabolismo da droga, como pela adaptação do sistema nervoso central à droga. O grau de tolerância é limitado, já que há pouca ou nenhuma tolerância aos efeitos letais destes compostos.

Inalantes e Solventes

1. Histórico dos inalantes
Um número grande de produtos comerciais têm em sua formação várias substâncias voláteis (evaporam-se facilmente), os chamados solventes. Como essas substâncias têm a capacidade de evaporar facilmente, a sua inalação pode ocorrer voluntária, principalmente entre adolescentes e crianças, ou involuntariamente, como nos casos de trabalhadores da indústria de sapato.

2. Como os inalantes agem no organismo?
Os solventes podem ter efeitos estimulatórios, ou de depressão e até causar alucinações. Devido a essa complexidade de efeitos, considera-se que essas substâncias tenham efeitos em vários processos fisiológicos cerebrais simultaneamente. Até o momento, não se conhece a interação dos solventes com nenhum neurotransmissor conhecido. A intoxicação aguda pode ser descrita em quatro fases:- Primeira fase: excitação, euforia, exaltação, tonturas, perturbações visuais e auditivas. Além disso, podem ocorrer: náuseas, espirros, tosse, salivação, fotofobia e rubor na face. - Segunda fase: confusão, desorientação, obnubilação, perda do autocontrole, visão embaçada, diplopia, cólicas abdominais, dor de cabeça e palidez. - Terceira fase: redução acentuada do alerta, incoordenação motora, ataxia, fala pastosa, reflexos deprimidos e nistagmo. - Quarta fase: depressão acentuada do alerta, chegando até a inconsciência, sonhos bizarros e convulsões epileptiformes. A exposição crônica aos solventes pode causar: prejuízo de memória, diminuição da destreza manual, alteração no tempo de reação aos estímulos, cansaço, dor de cabeça, confusão mental, incoordenação motora e fraqueza muscular. Essa fraqueza pode ser causada por lesão em nervos motores, em casos graves, pode resultar em paralisia.

3. Metabolismo e Eliminação dos inalantes
A eliminação ocorre em parte através da respiração, mas a maior parte é metabolizada rapidamente pelo fígado. Os seus metabólitos, como a hexanodiona (substância tóxica para os nervos periféricos), são eliminados na urina.

Lança-perfume: a droga dos carnavais.

O lança-perfume é um solvente à base de cloreto de etila, éter, clorofórmio e essência perfumada, fabricado na Argentina. É armazenado em tubos de alta pressão, permitindo com que seja facilmente evaporado e inalado de forma eficaz.

Essa substância é absorvida pela mucosa pulmonar, sendo seus componentes levados, via corrente sanguínea, aos rins, fígado e sistema nervoso. Liberando adrenalina no organismo, acelera a frequência cardíaca, proporcionando sensação de euforia e desinibição ao mesmo tempo em que confere perturbações auditivas e visuais, perda de autocontrole e visão confusa.

Como seus efeitos são rápidos, os usuários tendem a inalá-lo diversas vezes, potencializando a ação de seus compostos sobre o organismo. Assim, seu uso pode desencadear em quadros mais sérios, como falta de ar, desmaios, alucinações, convulsões, paradas cardíacas e morte. Além disso, por alterar a consciência do indivíduo, permite com que este esteja mais vulnerável a acidentes.

Seu uso no Brasil se deu no início da década de vinte, no carnaval do Rio de Janeiro, no qual era borrifado nos foliões, perfumando-os e fornecendo sensações agradáveis. Aparentemente uma diversão inofensiva, seus efeitos adversos e consequências mais sérias fizeram com que, mais tarde, o presidente Jânio Quadros decretasse a proibição de seu uso em nosso país. Entretanto, o lança-perfume continuou sendo utilizado nos anos e décadas seguintes, de forma relativamente acessível, já que é contrabandeado do Paraguai e Argentina: locais estes onde sua fabricação não é proibida.

Cheirinho da Loló

O que é o cheirinho da loló?
O cheirinho da loló é também conhecido como loló ou apenas cheirinho.
É um preparado clandestino (fabricado ilegalmente), à base de éter mais clorofórmio e usado apenas para fins de abuso. Sabe-se que esses "fabricantes" quando não encontram uma daquelas substâncias eles a substituem por qualquer outro solvente; portanto há muita confusão quanto à composição do cheirinho da loló o que complica quando se tem um caso de intoxicação aguda por esta mistura.

B 25
B-25, é uma cola feita para superfícies acrílicas e plásticos que vem sendo usada como droga e tomando o lugar do lança-perfume nas baladas.

Despejada em potinhos pequenos, a cola é escondida dentro da calça, ou da meia. As meninas costumam entregar o B-25 para os meninos esconderem. "Meus colegas despejam em latas de refrigerante", conta Thais, 20 anos, de São Paulo. "No meu colégio, toda a galera usa nas baladas", me disse Leo, 18 anos, que estava com a cola no Skol Beats, evento de música eletrônica que aconteceu em São Paulo, em abril.

O B-25 tem praticamente o mesmo efeito do lança-perfume, com a vantagem de não ser considerada droga psicotrópica, ou seja, o usuário não pode ser punido. Mais barato e acessível do que o lança, a cola é encontrada em lojas de material de construção. (Com restrição).

Cola de Sapateiro
A cola de sapateiro é uma droga pertencente ao grupo dos inalantes, uma vez que é utilizada dessa forma, com absorção pulmonar. Segundo pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, é a quarta droga mais consumida em nosso país, depois do tabaco, álcool e maconha.

Composta por diversas substâncias, como o tolueno e n-hexana, proporciona sensações de excitação, além de alucinações auditivas e visuais que, em contrapartida, são acompanhadas de tontura, náuseas, espirros, tosse, salivação e fotofobia. Tais efeitos são bastante rápidos, levando o indivíduo a inalar novamente.

Seu uso constante desencadeia em desorientação, falta de memória, confusão mental, alucinação, perda de autocontrole, visão dupla, palidez, movimento involuntário do globo ocular, irritação das mucosas, paralisia, lesões cardíacas, pulmonares e hepáticas, dentre outros; podendo desencadear em convulsões, inconsciência, e até mesmo morte súbita. Isso acontece porque tais substâncias provocam a destruição de neurônios e nervos periféricos, além de ser consideravelmente irritantes.

GHB OU ECSTASY LIQUIDO
O GHB ou ácido gama hidroxibutirato é a mais nova substância usada em festas noturnas, chamadas festas "rave" (rave=delírio, entusiasmo). Conhecido como "líquido X" ou "êxtase líquido", a droga é facilmente adquirida durante estas festas ou até mesmo pela internet. A droga já foi usada como anestésico e por fisiculturistas, como alternativa em substituição ao uso de esteroides e atualmente sua utilização passou a ser recreacional. Uma das grandes preocupações da sociedade sobre o consumo é o fato do GHB estar relacionado com atos de violência sexual.

O ácido gama hidroxibutirato e seus produtos de biotransformação, gama butirolactona (GBL) e 1,4 butanodiol (1,4 BD), causam depressão do sistema nervoso central. Doses subanestésicas elevam o nível de dopamina central, provocando um estado de alerta e felicidade e sendo erroneamente comparado ao êxtase (MDMA).

Elevadas doses provocam efeito depressor central. O GHB é uma droga altamente potente, mesmo em pequenas doses pode causar intoxicações intensas. Um dos problemas do uso do GHB está na pequena diferença entre as doses que podem provocar o efeito desejado ou as que causam intoxicações agudas ("overdoses").

A droga é comercializada no estado liquido, incolor, inodora e de sabor levemente salgado, é usualmente consumida juntamente com bebidas alcoólicas, o que torna o uso extremamente perigoso, pois o etanol potencializa os efeitos depressores do GHB. O início do efeito acontece de 10 a 30 minutos e pode durar de 2 a 5 horas. Como qualquer anestésico, a segurança da droga está diretamente relacionada a cálculos exatos de peso, metabolismo, pressão sanguínea e sensibilidade dados que variam de pessoa para pessoa.

Os sintomas mais frequentes após a ingestão são: euforia, sedação, diminuição da inibição, vertigens, perda de visão periférica, agitação, inconsciência. Podendo chegar a perda temporária de memória e amnésia.

Os efeitos de doses elevadas são caracterizados por: náusea, vômito, incontinência, distúrbios visuais, ataxia severa, bradicardia, hipotensão, hipotermia, depressão respiratória, delírio, baixo nível de consciência e inconsciência.

Nos Estados Unidos e Europa a droga já está bastante difundida, mas a dificuldade de diagnóstico ainda é grande. Relatos sobre o assunto confirmam que muitas pessoas veem a óbito antes de chegar ao socorro médico ou chegam inconscientes, além da grande variedade de sintomas e efeitos tóxicos.

Por isso, é de grande importância entre os profissionais de saúde a discussão sobre o GHB, devido à carência de documentação científica e o crescente uso recreacional, além da preocupação da sociedade devido ao destaque dado pela mídia nos últimos meses.

PCP OU FENCICLIDINA
O PCP ou Fenciclidina tem nomes de rua como angel dust, pó de anjo, krystal ou peace pill. Tem uma ação alucinógena e apresenta-se sob a forma de pó branco cristalino com sabor amargo, cápsulas ou líquido amarelado. Pode ser fumado, inalado, ingerido ou injetado.
Provoca anestesia dissociativa, isto é, deprime os centros nervosos responsáveis pela dor e impede que a percepção corporal chegue às funções cerebrais. É um anestésico geral, no entanto, o seu uso terapêutico foi abandonado. 

Efeitos
Os seus efeitos duram entre 2 e 48 horas e pode traduzir-se por dissociação psicofísica, distorção das mensagens sensoriais, desinibição, sensação de flutuar no espaço, desaparecimento de dores, alucinações, agitação, euforia, sensação de força, poder e invulnerabilidade. A nível físico, pode ocorrer descoordenação muscular, taquicardia, depressão cardiovascular e respiratória.

Doses elevadas podem provocar náuseas, vómito, visão turva, movimentos oculares involuntários, perda de equilíbrio, convulsões, perda de peso, alterações neurológicas e cardiovasculares perigosas, coma, depressão cardiovascular e respiratória ou morte.

Riscos
O Consumo prolongado poderá originar depressão crónica, estupor, psicose, dificuldades de linguagem, lapsos de memória ou desordens psicomotoras.

Ganhou a reputação de droga perigosa devido aos episódios de comportamentos violentos e agressivos associados ao consumo. Quando os sujeitos estão sob o efeito da fenciclidina sentem-se mais fortes e têm alguns limites a nível de contenção.

Tolerância e Dependência
Provoca tolerância e dependência psicológica; não existem registos de dependência física.

KETAMINA OU SPECIAL K
Hidroclorido de ketamida, um depressor do sistema nervoso central e anestésico geral de ação rápida. Possui propriedades sedativas, hipnóticas, analgésicas e alucinógenas. É comercializado como anestésico para uso tanto em humanos quanto em animais.

É encontrado na forma líquida injetável, é convertido em pó (Similar à cocaína) e comercializado em papelotes. A ketamida é, em geral, aspirada, mas também costuma ser misturada com tabaco ou com maconha e fumada.

Efeitos
Alucinações profundas e duradoura, com distorções visuais e perda das noções de tempo e espaço. Outros efeitos relatados são delírios, perda do controle motor, distúrbios respiratórios potencialmente letais, convulsões, vômitos quando misturado com álcool e sensação de sair do corpo.

Em pequenas doses, pode elevar a pressão cardíaca e, em doses elevadas ou contínuas, provoca perda de consciência e parada respiratória. O uso frequente também pode induzir neuroses e distúrbios mentais graves. A substância cria elevado grau de dependência.

MEFEDRONA

Defensivo agrícola ou Repelente de Insetos
O uso da mefedrona, uma droga sintética muitas vezes utilizada como uma alternativa legal para as anfetaminas ou a cocaína, está se espalhando em diferentes partes do mundo, principalmente na Europa, na América do Norte e na Austrália. A mefedrona, também conhecida como "drona", "miau-miau" ou "m-gato", não está sob controle internacional, e a dimensão e seus padrões de uso ainda não são claros e, provavelmente, estejam sendo subestimados.

"Até agora, pouco se sabe sobre essa droga que está sendo vendida no mercado ilícito", disse Beate Hammond, gerente do Programa sobre Drogas Sintéticas do UNODC. "Mesmo em pequenas quantidades, essa droga pode representar um perigo para a saúde, inclusive, já houve relatos de mortes relacionadas à mefedrona".

Normalmente vendida como um pó branco, os efeitos da mefedrona incluem o aumento da euforia, do estado de alerta e da inquietação. A mefedrona é frequentemente vendida pela internet, supostamente para outros fins. A mefedrona vem sendo apontada como um dos compostos sintéticos, como a "naphyrone", uma droga que vem sendo vendida ilegalmente na Europa, como sendo fabricada para produzir efeitos semelhantes aos de substâncias controladas internacionalmente, como a cocaína. No entanto, devido às diferenças químicas, frequentemente não há restrições legais nos países em relação à sua fabricação e distribuição.

Como mefedrona é relativamente nova no mercado, há pouca pesquisa sobre seus efeitos, sua farmacologia e sua toxicidade.

Opiáceos

1. Introdução e Histórico aos opiáceos
Os opióides incluem tanto drogas opiáceas naturais, quanto as drogas sintéticas relacionadas, como a meperidina e a metadona. Os opiáceos são substâncias derivadas da papoula. A codeína e a morfina são derivadas do ópio, e a partir destas produz-se a heroína.
O uso de opiáceos remonta há séculos atrás. No século XVI, o ópio era utilizado como remédio para os "nervos", contra tosse e diarreia. No fim de século XIX, a heroína foi utilizada como um remédio para a dependência causada pela morfina, no entanto seu uso mostrou-se inadequado. Apesar de ter reconhecidamente um maior efeito contra a dor e contra a tosse, tem também maior probabilidade de causar dependência.

As drogas sintéticas relacionadas aos opiáceos foram criadas para tratar da dor sem causar dependência. Apesar de sua eficiência como analgésicos, essas drogas também podem causar dependência.

2. O que os opiáceos fazem no organismo?
Logo após a injeção de opióides, o usuário experimenta um "rush", uma "onda de prazer". Isso ocorre devido à rápida estimulação de centros cerebrais superiores, que pode ser seguido de depressão do sistema nervoso central. A dose necessária para causar esses efeitos pode também causar agitação, náuseas e vômitos. Com o aumento da dose, há a sensação de calor no corpo, boca seca, mãos e pés pesados, e um estado em que o "mundo é esquecido".

Esses efeitos ocorrem devido à ação de opióides "exógenos" como a morfina, e opióides "endógenos" como as beta-endorfinas em receptores opióides do tipo mu. Ao se ligarem a esse receptor, essas substâncias causam analgesia, somente com o uso sistemático é que pode ocorrer a depressão do sistema nervoso central.

Os efeitos fora do sistema nervoso central são muitos: contração da pupila, depressão respiratória, respiração irregular, obstipação, retenção de urina e diminuição do volume urinário. Todos esses efeitos ocorrem devido à ação da droga nos centros nervosos do tronco cerebral, ponte e bulbo, e na musculatura lisa do intestino e do trato genitourinário. A depressão respiratória pode ser bastante grave, podendo levar à morte.

3. Como os opiáceos são eliminados do organismo?
Os opiáceos são absorvidos pelo trato gastrointestinal, mas sofrem o "efeito da primeira passagem" (são metabolizados no próprio intestino e no fígado). Devido a seu caráter básico e a limitada ionização ao pH fisiológico, a droga atinge rapidamente o interior das células. Como essas substâncias não têm afinidade especial pelo sistema nervoso central, elas se espalham por todo o organismo, causando diversos efeitos.

O metabolismo final ocorre no fígado, onde a morfina é transformada em mono e diglucuronídeos e eliminada na urina.

4. Tolerância e Dependência aos opiáceos
Com o uso regular, há necessidade de maior quantidade de droga para obter-se o mesmo efeito anterior (tolerância). O desenvolvimento de dependência pode rapidamente. A dependência psicológica ocorre quando a droga ocupa um papel central na vida do usuário. Nestes casos, a cessação do uso leva os usuários a uma forte e incontrolável vontade de utilizar a droga.

A dependência física faz com que os usuários tenham sintomas de abstinência quando o uso é diminuído ou interrompido de maneira abrupta. Estes sintomas podem aparecer poucas horas após a última administração. Os sintomas mais comuns são: agitação, diarreia, cólica abdominal e uma vontade intensa de consumir a droga ("fissura" ou "craving"). Estes sintomas são mais intensos entre 48 e 72 horas após o último uso, e cessam após uma semana.

Em usuários pesados, que não apresentam boa saúde, a abstinência repentina pode levar à morte.

5. Opióides e a Gravidez
Mulheres grávidas dependentes de opióides podem ter dificuldades durante a gravidez e o parto. As ocorrências mais comuns são: anemia, doenças cardíacas, diabetes, pneumonia e hepatite. Há também uma maior incidência de abortos espontâneos e nascimentos prematuros.

Os recém-nascidos de mães dependentes de opióides geralmente são menores e mostram sinais de infecção aguda. Os opióides têm capacidade de ultrapassar a barreira placentária e a barreira hematoencefálica imatura do feto, causando depressão respiratória de maneira mais intensa que no adulto. A maioria dos recém-nascidos apresentam variados graus de sintomas de abstinência. A mortalidade entre estas crianças é maior que a normal.

CODEÍNA
Codeína é uma substância extraída do ópio, produto natural da papoula (Papaver Somniferum). Dessa mesma planta, é extraída a morfina, que pode ser transformada em heroína por meio de uma pequena transformação química. Tecnicamente, diz-se que a codeína é um alcaloide (por ser extraído da planta), opiáceo (derivado do ópio). A codeína pode ser natural (extraída diretamente da papoula), ou produzida sinteticamente, a partir da morfina. As substâncias derivadas do ópio são depressoras do sistema nervoso central.

A codeína geralmente é encontrada em vários medicamentos de combate a tosse, sobretudo em xaropes. A ação da codeína como antitussígeno ocorre por sua capacidade de inibir ou bloquear a área do cérebro conhecida como Centro da Tosse. No entanto, seu efeito antitussígeno pode mascarar doenças que tem como sintoma a tosse, daí a importância do diagnóstico ser anterior a prescrição dessa substância.

Efeitos no organismo
Além disso, o uso da codeína tem todos os efeitos comuns aos opiáceos (morfina), só que em menor intensidade: é analgésico, induz o sono, lentidão, diminui os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e a respiração. Os efeitos colaterais do uso da codeína são má digestão (sensação), prisão de ventre e dilatação das pupilas.

No Brasil, os medicamentos à base de codeína só podem ser vendidos com a apresentação da receita médica, que fica retida na farmácia. Isso porque o organismo rapidamente desenvolve tolerância à codeína, o que acaba por levar o usuário de xarope, por exemplo, a aumentar cada vez mais a dose, buscando sentir os mesmo efeitos, tornando-se dependente da substância. Nesse estágio, na ausência da codeína o usuário pode sentir câimbras, cólicas, calafrios, insônia, inquietação e irritabilidade, sintomas da síndrome de abstinência. Outro perigo na administração da codeína como medicamento, sobretudo como antitussígeno para crianças, é a utilização em doses maiores que a recomendada. Os sintomas de superdosagem de codeína são: apatia, batimentos cardíacos lentos, pressão sanguínea baixa, respiração fraca, pele fria e meio azulada, ausência de choro e dificuldade para mamar. Caracterizada como intoxicação, se não tratada à criança pode ficar inconsciente, entrar em estado de coma e morrer.

MORFINA
A morfina é a mais conhecida das várias substâncias existentes no pó de ópio. A palavra morfina vem do deus da mitologia grega Morfeu, deus dos sonhos. Foi isolada em 1806, sendo uma das mais potentes drogas analgésicas. Após a constatação das desastrosas consequências do seu largo emprego, a morfina foi relegada a um plano secundário em medicina. Os mecanismos de fiscalização sobre a sua produção e comercialização são severos. Só está disponível em soluções injetáveis e comprimidos e seu uso é restrito a algumas situações médicas onde se impõe o uso de um analgésico potente (como cânceres, queimaduras extensas, grandes traumatismos). O mercado clandestino é restrito, quase insignificante.

Efeitos
Os efeitos agudos (ou seja, quando ocorrem apenas algumas horas após o uso) da morfina são semelhantes aos do ópio, mas mais potentes. Tolerância e dependência também se instalam rapidamente. O dependente de morfina vive em um estado de torpor e insensibilidade.

Injetada, provoca torpor e uma sensação de euforia. Sua overdose leva à morte por parada respiratória.

A síndrome de abstinência é muito grave, acompanhada de intensa angústia, tremores, diarreia, suores e câimbras. A hospitalização é sempre uma imposição nos tratamentos de desintoxicação. A droga nunca é retirada bruscamente, havendo necessidade de se estabelecer um programa de retirada progressiva da droga ou sua substituição por derivados sintéticos mais seguros.

HEROÍNA
A heroína é uma droga derivada da papoula, sintetizada a partir da morfina: substância bastante utilizada no século XIX pelas suas propriedades analgésicas e antidiarreicas. Como outras drogas originárias desta planta, a heroína atua sobre receptores cerebrais específicos, provocando um funcionamento mais brando do sistema nervoso e respiratório.

Descoberta sua potencialidade em causar dependência química e psíquica de forma bastante rápida, sua comercialização foi proibida na década de vinte. Entretanto, principalmente no sudeste asiático e Europa, essa substância é produzida e distribuída para todo o mundo clandestinamente.

Apresentando-se em sua forma pura como um pó branco de coloração esbranquiçada, é utilizada mais frequentemente de forma injetável, após aquecimento. Além disso, alguns usuários a inalam ou aspiram.

Seus efeitos duram aproximadamente cinco horas, proporcionando sensações de bem-estar, euforia e prazer; elevação da autoestima e diminuição do desânimo, dor e ansiedade. Como esta droga desenvolve dependência e tolerância de forma bastante rápida, o usuário passa a consumi-la com mais frequência com o intuito de buscar o mesmo bem-estar provocado anteriormente, e também de fugir das sensações provocadas pela abstinência. Essa, que surge aproximadamente vinte e quatro horas após seu uso, pode provocar diarreia, náuseas, vômitos, dores musculares, pânico, insônia, inquietação e taquicardia.

Assim, formas de obtê-la passam a ser o foco de suas vidas, gerando consequências sérias. Constantes vômitos, diarreias e fortes dores abdominais, perda de peso, depressão, abortos espontâneos, surdez, delírio, descompassos cardíacos, incapacidade de concentração, depressão do ciclo respiratório, colapso dos vasos sanguíneos; além de problemas relacionados às interações sociais e familiares são algumas consequências que o usuário está sujeito, em médio prazo. Além disso, no caso de pessoas que a utilizam na forma injetável, há chances de ocorrer necrose de tecidos e de se adquirir diversas doenças, como AIDS, hepatites e pneumonias, em decorrência da utilização de seringas compartilhadas.

A maioria dos casos de morte por overdose é consequência de paradas respiratórias decorrentes de seu uso prolongado, ou de uso concomitante com outras drogas.

FONTES:

www.alcooledroga.net
www.brasilescola.com
www.jabect.jex.com.br
www.psicologia.pt
www.spiner.com.br
www.unodoc.org
www.grupoescolar.com
www.wikipédia.org


Clique nas Imagens e Conheça também:

Palestra em Power Point sobre Prevenção 
ao uso de Álcool e Drogas        

                                      

Palestra em Power Point sobre 
Prevenção ao uso do Crack       


CONHEÇA TAMBÉM
E-BOOK: COMO PARAR DE BEBER E USAR DROGAS

COMO PARAR DE BEBER E USAR DROGAS
Rogério Fernando Cozer
Coordenador de Projetos de Prevenção ao uso de álcool e outras Drogas
MAIS INFORMAÇÕES: alcooledrogas@pragadomilenio.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário