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SAIBA TUDO SOBRE A COCAÍNA


COCAÍNA - PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que é a cocaína? 
A cocaína é uma substância que estimula fortemente o sistema nervoso central e é extraída de uma planta chamada Erytroxylon coca ou simplesmente coca.
A cocaína, o crack, a pasta da coca, a merla (ou mela), a farinha ou pó, são todos a mesma coisa?
Todos estes nomes indicam diferentes preparações obtidas da planta coca; portanto todos estes produtos da coca contem cocaína. A pasta de coca e a merla, são produtos com muitas impurezas e a cocaína que neles existe está sob uma forma que chamamos de base (cocaína básica) insolúvel na água, mas que pode ser fumada. O mesmo ocorre com o crack que se apresenta em forma de pequenas pedras, que também tem a cocaína básica e é bastante fumada.
Já a farinha ou  é a cocaína sob a forma de um sal, cloridrato de cocaína que é solúvel na água. O uso do pó é por aspiração ("cafungar" ou cheirar, fazendo o pó entrar pelas narinas) ou por injeção endovenosa (injetar "pelos canos").
Como é usada a cocaína?
A cocaína em pó (ou "farinha") é, em geral, utilizada por via intranasal, ou seja, por aspiração nasal, ou ainda por via intravenosa, quando dissolvida na água. Não é muito comum, mas também pode ser usada oralmente. É possível, também, fumar (via pulmonar) a cocaína, mas não na forma de pó e sim de pedra, o crack. Ainda, a pasta de coca a merla, preparadas de forma diferente do crack, mas também contém cocaína sob forma de base, podem ser fumadas.
 Por que usam a cocaína?
A cocaína é usada por seus efeitos prazerosos. Ela provoca grande euforia e um prazer de difícil descrição. Além disso, seu uso é atrativo visto levar as pessoas a "perderem" medos e proporcionar sensações de poder. Mas estes efeitos permanecem por um curto período. Após isso a pessoa entra em contato com a realidade, o que pode gerar depressão e ânsia por nova dose da droga.
Quem são as pessoas que usam a cocaína?
Os indivíduos que usam ou abusam da cocaína podem ser encontrados em todos os grupos raciais, geográficos e profissionais. No passado, o uso de cocaína costumava ser associado a certos profissionais como executivos, artistas e atletas. Seu alto custo transformava a cocaína em droga de elite, restrita a pessoas que dispunham de renda considerável, visto que só existia a cocaína em pó que podia ser inalada ou injetada. Hoje, o baixo custo do crack permite que pessoas de classes sociais menos favorecidas tenham acesso à droga. Assim, o crack está presente entre meninos de rua, estudantes, jovens e adultos, não estabelecendo um grupo ou uma idade específica.
O que a cocaína faz no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?
Os efeitos físicos do uso de cocaína envolvem aumento do número de batimentos do coração e da pressão arterial, aumento da temperatura corpórea e pupilas dilatadas.
Em casos agudos de intoxicação, a estimulação central profunda leva a convulsões e arritmias ventriculares (o coração bate descompassadamente) e com disfunção respiratória que podem levar à morte.
O que a cocaína faz no corpo com o uso contínuo (efeitos físicos crônicos)?
Existem inúmeras complicações físicas associadas ao uso crônico da cocaína. Os distúrbios mais frequentes são os cardiovasculares, incluindo distúrbios no ritmo cardíaco e ataques do coração. A cocaína provoca ainda efeitos respiratórios como dor no peito e dificuldade respiratória, além de efeitos gastrointestinais como dores e náuseas. É importante ressaltar que o aparecimento de problemas pelo uso crônico irá depender da via de administração. Por exemplo, problemas nasais, como ruptura do septo nasal e perda do olfato, aparecem com aspiração crônica da cocaína. Distúrbios cardiovasculares aparecem em todas as vias de administração. No uso de crack há complicações respiratórias ainda maiores envolvendo bronquite, tosse persistente e disfunções severas.
A via endovenosa, além de aumentar o risco de overdose, propicia disseminação de infecções tais como hepatite B e C e AIDS.
Além disso, o uso crônico de cocaína, sob qualquer forma de uso, leva a uma degeneração dos músculos esqueléticos, num processo irreversível chamado rabdomiólise.
O que a cocaína faz com a mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?
A cocaína causa uma excitação geral do organismo. Ela melhora o estado de alerta, os movimentos, acelera os pensamentos, tira o sono e suprime o apetite. Isto ocorre por sua ação no Sistema Nervoso Central, interferindo com as reações químicas do cérebro.
O usuário tem uma sensação de poder, força e euforia. Mas a pessoa fica também irrequieta, tremula e impaciente. Devido à inquietação comete muitos erros mentais, como por exemplo, fazer cálculos. A duração destes efeitos depende da via de administração da droga. Quanto mais rápida a absorção, mais intensa é a sensação de prazer. Por outro lado, quanto mais rápida a absorção, menor é a duração dos efeitos. Além da sensação de prazer, a droga leva a temporária perda do apetite e do sono, torna a pessoa mais comunicativa.
O que a cocaína faz com a mente com o uso contínuo (efeitos psíquicos crônicos)?
O uso crônico e compulsivo da cocaína leva a consequências psicológicas, representadas por distúrbios psiquiátricos. Depressão, ansiedade, irritabilidade, distúrbios do humor e paranóia ("nóia"; sentir-se perseguido, vigiado, etc.) são as queixas de ordem psicológicas mais comuns. Entre outros problemas estão agressividade, delírios (principalmente os delírios persecutóriosobjetos e sons inexistentes). Quando a dependência se estabelece de forma significativa há perda do interesse por tudo que não estabeleça relação com uso da droga. O usuário vive para usar a droga.
O uso da cocaína afeta o rendimento escolar?
Em geral, as pessoas que passam a fazer uso frequente da cocaína passam a ter dificuldade de concentração e perdem todo e qualquer interesse pelos estudos, pelos amigos e familiares. Assim, todo o rendimento escolar é prejudicado. No caso de envolvimento com crack é ainda mais comum o abandono dos estudos.
O uso da cocaína leva ao consumo de outras drogas?
Não existem, atualmente, trabalhos científicos que estabeleçam uma relação entre o uso de diferentes drogas. O que é possível constatar é que o uso de álcool e maconha, entre os usuários de crack, é muito comum, visto moderarem os efeitos desagradáveis da cocaína.
Você reconhece quando alguém usa cocaína?
Existem algumas evidências físicas que refletem o uso frequente da cocaína. O usuário perde muito peso em pouco tempo e apresenta um aspecto frágil e doente. Devido à insônia, apresenta, também, olheiras profundas. Além disso, é possível identificar alguns sinais mais sutis como: boca seca, dilatação das pupilas, olhar perdido, alucinações, narinas irritadas (no caso de aspiração) ou queimaduras nos lábios, na língua e no rosto pela proximidade da chama do cachimbo (para crack). No caso de uso intravenoso as marcas de picadas pelo corpo são visíveis. Mas é preciso entender que nem todas as pessoas que apresentam tais aspecto físicos são usuárias de cocaína!
A cocaína é usada como medicamento?
A cocaína é um potente anestésico local. Ela chegou a ser utilizada como medicamento até o início do século XX, para vários males. Ela já foi utilizada em cirurgias oculares (gotejando-se no olho como anestesia reversível da córnea), dentárias e auditivas. Atualmente não tem uso médico.
Existe algum problema relacionado ao uso de cocaína na gravidez?
Sim. Bebês nascidos de mães que abusaram de cocaína durante a gravidez geralmente nascem de partos prematuros, com baixo peso e estatura e circunferência craniana menor que o normal. Há ainda altas taxas de malformação congênita e mortalidade perinatal. Há também evidências que crianças que receberam cocaína através das mães (quando ainda estavam no útero das mesmas) podem ter queda do rendimento escolar quando maiores, envolvendo distração e dificuldade de concentração.
As pessoas ficam dependentes da cocaína?
Sim! A cocaína é uma droga com alto poder de gerar dependência. Uma vez tendo experimentado a cocaína existem pessoas que não podem mais determinar ou controlar a extensão com que irão continuar usando a droga.
No caso da cocaína em pó não existe um tempo definido para o estabelecimento da dependência; mas no caso do crack a dependência tende a surgir logo nas primeiras "pipadas” (ato de fumar o cachimbo contendo o crack). O crack é uma das drogas mais potentes e indutoras de dependência.
As pessoas podem para de usar a cocaína?
Sim! Algumas pessoas conseguem parar de usar a cocaína por conta própria, sem necessidade de intervenção de profissionais especializados, o que é raro. O mais comum é deixar o uso após tratamento. A quantidade de cocaína consumida, a regularidade e a via de administração são fatores importantes na escolha de um tratamento.
Há desenvolvimento de tolerância com a cocaína?
Sim! O uso contínuo de cocaína gera uma tolerância à droga. Os usuários vão aumentando a dose para sentir os mesmos efeitos.
A cocaína afeta a memória?
O uso de cocaína afeta a memória recente, prejudicando informações recebidas sob o efeito da droga.
A cocaína tem ação sobre atividade sexual?
Por muito tempo a cocaína teve uma reputação de afrodisíaco, mas, atualmente, sabe-se que tal fama esta relacionada à desinibição e "diversão" causada pela droga. Na realidade é possível observar que a droga, com o tempo, passa a diminuir a vontade relativa ao sexo. A perda do impulso sexual e a incapacidade de se relacionar sexualmente são as principais queixas dos usuários frequentes de cocaína; com o crack isto ocorre com praticamente todos que usam.
Departamento de Psicobiologia - Unifesp/EPM

O QUE É A COCAÍNA
Erythroxylon coca é uma planta encontrada na América Central e América do Sul. Essas folhas são utilizadas, pelo povo andino, para mascar ou como componente de chás, com a função de aliviar os sintomas decorrentes das grandes altitudes. Entretanto, uma substância alcaloide que constitui cerca de 10% desta parte da planta, chamada benzoilmetilecgonina, é capaz de provocar sérios problemas de saúde e também sociais.

Na primeira fase da extração do alcaloide, as folhas são prensadas em ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, resultando em uma pasta denominada sulfato de cocaína. Na segunda e última, utiliza-se ácido clorídrico, formando um pó branco. Assim, neste segundo caso, ela pode ser aspirada, ou dissolvida em água e depois injetada. Já a pasta é fumada em cachimbos, sendo chamada, neste caso, de crack. Há também a merla, que é a cocaína em forma de base, cujos usuários fumam-na pura ou juntamente com maconha.

Atuando no Sistema Nervoso Central, a cocaína provoca euforia, bem estar, sociabilidade. Pelo fato de que nem sempre as pessoas conseguem ter tais sensações naturalmente, e de forma intensa, uma pessoa que se permite utilizar esta substância tende a querer usar novamente, e mais uma vez, e assim sucessivamente. 

O coração tende a acelerar, a pressão aumenta e a pupila se dilata. O consumo de oxigênio aumenta, mas a capacidade de captá-lo, diminui. Este fator, juntamente as com arritmias que a substância provoca, deixa o usuário pré-disposto a infartos. O uso frequente também provoca dores musculares, náuseas, calafrios e perda de apetite.

Como a cocaína tende a perder sua eficácia ao longo do tempo de uso, fato este denominado tolerância à droga, o usuário tende a utilizar progressivamente doses mais altas buscando obter, de forma incessante e cada vez mais inconsequente, os mesmos efeitos agradáveis que conseguia no início de seu uso. Dosagens muito frequentes e excessivas provocam alucinações táteis, visuais e auditivas; ansiedade, delírios, agressividade, paranóia.
Este ciclo torna-o também cada vez mais dependente, fazendo de tudo para conseguir a droga, resultando em problemas sérios não só no que tange à sua saúde, mas também em suas relações interpessoais. Afastamento da família e amigos, e até mesmo comportamentos condenáveis, como participação de furtos ou assaltos para obter a droga são comuns.
Além de provocar, em longo prazo, comprometimento dos músculos esqueléticos, existem ainda os agravantes recorrentes da forma de uso. Cocaína injetável, por exemplo, pode provocar a contaminação por doenças infecciosas, como hepatite e AIDS, e infecções locais. No caso daqueles que inalam, comprometimento do olfato, rompimento do septo nasal e complicações respiratórias, estas últimas também típicas dos fumantes, incluindo aí bronquite, tosse persistente e disfunções severas. Gestantes podem ter bebês natimortos, com malformações, ou comprometimento neurológico.
Romper com a droga é difícil, já que o indivíduo tende a se sentir deprimido, irritadiço, e com insônia. Assim, quando um usuário opta por deixá-la, deve receber bastante amparo e ser incentivado neste sentido. É necessária ajuda médica, tanto no processo de desintoxicação quanto tempos depois desta etapa.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola


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