CONSEQUÊNCIAS DO USO DE DROGAS


Em um primeiro momento temos que saber que, as pessoas fazem uso de drogas por elas PROPORCIONAREM PRAZER. Se isso não fosse verdade jamais a pessoa repetiria o uso.

Tudo se inicia com essa intenção, e por provocar prazer existe a repetição do uso.

Tenho informado a pais que não adianta falar para seus filhos que a droga é ruim, pois se eles experimentarem vão sentir prazer, acharão que seus pais são caretas e mal informados e continuarão a fazer o uso.

A informação para o jovem deve ser feita de forma preventiva informando que a droga num primeiro momento proporciona prazer, porém, com o passar do tempo e com a continuidade do uso, as consequências são dramáticas. Os pais tem obrigação de prevenir junto aos seus filhos o uso de drogas e isso é muito fácil, a própria internet está repleta de matérias, fotos, vídeos e depoimentos que mostram o quão grande é o poder de destruição das drogas.

Sugiro também que os pais tirem de dentro de suas casas toda e qualquer tipo de droga, principalmente o álcool que por ser uma droga licita faz parte do dia a dia de muitas famílias.

Se você pai não quer ver seu filho fazendo uso de drogas e não se tornar um possível alcoólatra, tem que começar dando o exemplo. “PRIMEIRO VOCÊ TEM QUE PARAR DE BEBER E OU USAR DROGAS”, caso contrário seus filhos jamais te respeitarão.

Com o uso repetitivo das drogas que em um primeiro momento proporciona prazer, o organismo humano desenvolve a “TOLERÂNCIA”, fazendo com que o indivíduo aumente progressivamente o uso, desencadeando assim a “DEPENDÊNCIA QUÍMICA”.

A dependência química é uma doença e após ela se estabelecer no indivíduo não existe mais a cura, porém existe o controle, e só se controla quando o dependente químico fica totalmente abstêmio do uso das substâncias.

A questão é que ficar totalmente abstêmio do uso das substâncias se torna bastante difícil para o dependente, uma vês, que a dependência química dependendo da droga utilizada se torna uma doença que afeta o ser humano em questões “FÍSICAS, PSÍQUICAS, PSICOLÓGICAS, EMOCIONAIS, SENTIMENTAIS, COMPORTAMENTAIS E ESPIRITUAIS”.

É por isso que temos um número tão grande de dependentes químicos no uso, e um número tão baixo de dependentes químicos recuperados.

As consequências do uso de drogas no ser humano são enormes, e afetam o indivíduo em todas as áreas de sua vida, ocasionando á ele inúmeros problemas, como:

ASPECTOS FAMILIARES

COMPORTAMENTO DESREGRADO;

DESCUMPRIMENTO DE SUAS RESPONSABILIDADES;

DESENTENDIMENTO FAMILIAR;

DESCONTROLE EMOCIONAL E SENTIMENTAL
;
DISCUSSÕES BRIGAS E AGRESSÕES;

ADULTÉRIO;

PROSTITUIÇÃO;

PROBLEMAS FINANCEIROS;

DESESTRUTURAÇÃO FAMILIAR.

ASPECTOS PROFISSIONAIS

DEVIDO AO USO SE ALIMENTA MAL, DORME MAL E FICA INDISPOSTO AO TRABALHO;

PERDE A QUALIDADE DE TRABALHO E PASSA A TER QUEDA DE PRODUTIVIDADE;

COMEÇA A TER PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO COM COLEGAS, CHEFIAS, 
FORNECEDORES E CLIENTES;

SENTE FALTA DE MOTIVAÇÃO;

CRIA RISCOS DE PROVOCAR ACIDENTES NO TRABALHO;

PASSA A TER INSATISFAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL;

COM A ABSTINÊNCIA DA DROGA PROVOCA ATRAZOS, FALTAS E SAÍDAS DURANTE O EXPEDIENTE;

SE NÃO CUIDAR DA DEPENDÊNCIA - PERDE O EMPREGO.


ASPECTOS SOCIAIS

É DISCRIMINADO SOCIALMENTE;

SÓ É ACEITO POR PESSOAS NA MESMA CONDIÇÃO;

NÃO SE PREOCUPA MAIS COM O QUE OS OUTROS PENSAM E FALAM DE SI;

PASSA A SE ENVOLVER COM PESSOAS ERRADAS;

PARA ARRUMAR DINHEIRO PARA SUSTENTAR O VÍCIO FAZ QUALQUER COISA;

COMETE DELITOS SOCIAIS, PRINCIPALMENTE ROUBOS E FURTOS;

PODE SER PRESO;

PERDE A FAMÍLIA;

PASSA A VIVER NA MISÉRIA E PODE SE TRONAR UM MORADOR DE RUA;

SE PROSTITUE PARA FAZER O USO DAS SUBSTÂNCIAS;

FICA DOENTE (DOENÇAS FISÍCAS, PSICOLÓGICAS E MENTAIS);

NÃO PROCURA AJUDA E QUANDO ENCONTRA...NEGA;

PODE MORRER.


Tudo isso sem contar a grande quantidade de acidentes de transito seguidos por morte ou não, pelo fato do motorista dirigir embriagado ou drogado.

Todos os delitos sociais de uma forma ou de outra estão ligados ao uso de álcool e drogas, como por exemplo: assaltos, roubos, estupros, homicídios, vandalismo, brigas, agressões, prostituição, sequestros, tráfico de armas, tráfico de drogas etc.

Vale lembrar que cada droga tem a sua característica, porém, todas elas levam ao mesmo lugar, além delas destruírem o ser humano dependente químico ela também tem o poder de destruir a todas as pessoas que fazem parte do circulo de vida do dependente, principalmente seus familiares.

A dependência química, quanto antes for tratada mais fácil torna-se de controla-la. Quanto mais tempo demorar para se iniciar um tratamento, mais difícil se torna do dependente se libertar do seu vício.

A seguir fica uma série de links onde você poderá consultar os diversos tipos de drogas e como elas agem no organismo.

Fica também o link do E-book “Dependência Química – Comece agora a sua Recuperação”. Esse E-book poderá auxiliar a dependentes químicos a se recuperarem de suas dependências e informara aos familiares de dependentes químicos como auxiliar a um dependente a se recuperar.


Links:

OS EFEITOS DAS DROGAS - (Positivos e Negativos)

TIPOS DE DROGAS PERTURBADORAS ESEUS EFEITOS: LSD – 25, Maconha, Haxixe, Skank, Anticolinérgicos,Cogumelos, Cacto Peyote, Mescalina, Ayahuasca “Chá de Santo Daime”

TIPOS DE DROGAS DEPRESSORAS ESEUS EFEITOS: (Álcool, Barbitúricos, Sedativos e Hipnóticos nãoBarbitúricos (Ansiolíticos), Inalantes e Solventes, Lança Perfume, Cheirinho daLoló, B 25, Cola de Sapateiro, GHB ou Ecstasy Líquido, PCP ou Fenciclidina,Ketamina ou Special K, Mefedrona, Opiáceos, Codeína, Morfina, Heroína).

TIPOS DE DROGAS ESTIMULANTES ESEUS EFEITOS: (Anfetaminas,Cocaína,Crack, Ecstasy, Ice – Cristal Meet, Merla, Cigarro – Tabaco – Nicotina, Capsulado Medo ou do Vento, Cafeína).




PORQUE O SER HUMANO FAZ O USO DE DROGAS E SE TORNA UM DEPENDENTE QUÍMICO?


Os estudos relacionados á dependência química a cada dia que passa tem se tornado maior e por mais que as pessoas especializadas em dependência química busquem soluções para ela, aparentemente ainda estamos bem longe de chegar a um denominador comum e resolver essa questão que vem ceifando vidas cada vez mais e mais.

Conseguimos identificar uma enormidade de fatores que induzem o ser humano a fazer o uso de drogas, porém cada um, por uma questão diferente, um do outro, faz o consumo.

Tentaremos nessa matéria identificar o máximo possível ás diversas razões de o porquê do ser humano fazer o uso de drogas e consequentemente se tornar um dependente químico.

Primeiro gostaria de ressaltar que as pessoas não fazem o uso e consumo de drogas pelo mesmo motivo, e ao contrário do que muita gente fala, os dependentes químicos não são iguais, portanto o fator que leva o depende “A” ao uso não é o mesmo que leva o dependente químico “B”.

Existe um erro muito grande por parte de muitos terapeutas de dependência química onde generaliza o dependente, tratando a todos da mesma forma. A questão da dependência química por ser individual deve ser tratada de forma individual, avaliando sistematicamente o individuo, verificando todo um histórico de formação de caráter e personalidade, avaliando todo o seu histórico de vida e entendo profundamente o seu comportamento com relação as suas emoções e sentimentos.

Quando fazemos a pergunta “PORQUE O SER HUMANO FAZ O USO DE DROGAS E SE TORNA UM DEPENDENTE QUÍMICO?"...

Temos que, em um primeiro momento entender que isso ocorre porque as drogas existem no mercado.

Se elas não existissem logicamente não haveria o consumo. Daí vem á argumentação:

Se as autoridades sabem dessa questão, então porque elas existem?

É claro que está em jogo uma série de interesses, pois, não tenho dúvidas que se realmente houvesse um intenso combate a plantação, produção, industrialização, transporte, comércio e consumo de drogas, o cerco se fecharia e assim as drogas não estariam transitando com tanta facilidade no meio da população.

É um absurdo o que vemos acontecer, ao invés de reforçarem as leis para coibir o uso de drogas, vemos leis serem aprovadas para descriminalizar as drogas, tornando assim, mais fácil o consumo. E o pior de tudo é que estão criando brechas para os plantadores, industrializadores e traficantes, dando á eles a opção de argumentarem que são dependentes químicos e que aquilo que fazem é para consumo próprio.

A partir do momento em que as drogas existem no mercado, e pelo que observamos vão continuar existindo, também é logico que continuará existindo o consumo, sendo assim, temos que partir para uma outra opção, afim de que o ser humano não faça mais o consumo.

Se tivéssemos uma política de PREVENÇÃO ao uso de drogas, onde as pessoas fossem informadas dos prejuízos que o consumo de drogas traz para o individuo, com certeza menos pessoas se iniciariam no uso, e mais pessoas deixariam de usar.

Mas o que acontece na verdade é exatamente o oposto. Já citamos a descriminalização das drogas, e a questão vai ainda mais longe.

Perceba as propagandas veiculadas nos veículos de comunicação, o quão grande é incentivador as pessoas fazerem o uso de bebidas alcoólicas, e saiba que o álcool é a porta principal de entrada para o uso das demais drogas.

Analisem os diversos programas de televisão, os filmes e as novelas, também da mesma forma incentivam ao consumo de drogas. “Não só as drogas, como, adultério, prostituição, homossexualismo, etc.”.

Se pararmos para ouvir bem e prestar atenção, perceberemos que existe uma variedade de músicas que tocam abertamente em qualquer horário do dia, em que fazem apologia ao uso e consumo de drogas.

Não temos nas escolas nenhuma política de prevenção ao uso de drogas, porém temos traficantes dentro e nos portões da maioria das escolas do mundo.

Nosso governo investe muito pouco dinheiro em Politicas de Prevenção ao uso de Drogas (não entendo o porquê, pois ele gasta muito mais com os benefícios que paga para os dependentes químicos afastados por auxílio doença, bem como com o atendimento e tratamento de usuários de álcool e drogas na rede publica de saúde).

Não existe hoje a devida repreensão ao consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, a lei existe, nem todos cumprem, e os responsáveis de fazerem essa lei ser cumprida não fazem a devida fiscalização, e muito menos punem com rigor os infratores.

Também temos a lei de que não se pode dirigir um veículo após ter ingerido uma certa dosagem de bebidas alcoólicas, porém, também não funciona, alias, funciona para o pobre, mas não deveria ser assim, as leis são criadas para todos e não somente para alguns. Assim a própria polícia também não segue com rigor e não aplica a lei de forma correta.

Os fatores acima contribuem para que o ser humano faça o uso e consumo de álcool e outras drogas, porém isso foi só o começo.

Comecei com a questão da PREVENÇÃO, pois sabemos que prevenir é melhor que remediar, mas não existe muito interesse daqueles que poderiam fazer esse trabalho.

A questão da PREVENÇÃO ao uso de drogas não deve ser somente atribuída ao governo.

Se as empresas privadas e as instituições religiosas se unissem nessa causa, a ação seria também muito grande e os resultados seriam bastante satisfatórios.

Mas as empresas não fazem PREVENÇÃO, pois comprometeria a produção. Imagina ter que mandar o funcionário parar de produzir para participar de palestras de prevenção, o prejuízo seria enorme. Mas o empregador não considera o “quanto” ele perde por ter um funcionário dependente químico, não considera os riscos de acidentes de trabalho, as brigas e discussões, o mau atendimento do empregado, as faltas, atrasos, indenizações, etc.

Também fica difícil do empregador fazer PREVENÇÃO ao uso de drogas, se ele mesmo faz o uso.
As instituições religiosas também não dão muita atenção, pois fazem em suas festas o comércio de bebidas.

Se fizerem um trabalho de PREVENÇÃO ao uso de álcool e outras drogas, como venderão bebidas alcoólicas em suas festas e quermesses?

Percebem como sempre a um jogo de interesses e o ser humano vai ficando vulnerável ao álcool e outras drogas.

Não sei se posso dizer que há um descaso da sociedade com o dependente, mas esse é meu ponto de vista e gostaria muito que não fosse assim.

As pessoas comuns da sociedade olham de maneira marginalizada para o dependente químico e alcoólico, e se esquecem de que é um problema de saúde reconhecido pela OMS Organização Mundial da Saúde, além de ser um problema social e educacional.

Se pararmos para pensar os diversos motivos que levaram uma determinada pessoa a chegar ao ponto de se tornar um dependente, admitimos então, que não se trata de um simples caso de falta de vergonha na cara como na maioria das vezes é associada.

Pobreza:
Na grande maioria dos casos o dependente é de família pobre, é muito mais fácil e rentável para o jovem trabalhar no tráfico de drogas e assim também fazer o uso, do que conseguir arrumar um emprego.

Existe um grande número de crianças abandonadas por todo o mundo e uma vez que a parte boa da sociedade não as abriga, automaticamente são engolidas pela parte ruim onde fazem parte já um grande número de dependentes.

Os locais de moradia das pessoas menos favorecidas (pobres) não recebem a devida segurança ao qual é o direito de todo cidadão, facilitando o acesso de traficantes e dependentes.

As pessoas menos favorecidas (pobres) infelizmente sofrem com discriminação por parte da sociedade, não tendo acesso a determinados locais de lazer, educação e cultura.

Em alguns casos é mais fácil conseguir droga ou álcool do que alimento, muitas crianças iniciam-se nas drogas por passarem fome.

Por não terem estrutura familiar, educacional e social o individuo muitas vezes inicia-se na droga ou álcool por se sentir rejeitado, discriminado e humilhado.

Más companhias:

Por falta de acompanhamento familiar, por estar vulnerável devido ao local em que reside, por não haver o devido controle dentro e fora das escolas, por discriminação social ou racial, o indivíduo encontra em grupos ou tribos, pessoas que o acolhem oferecendo aquilo que ele não obteve aonde mais precisava.

Falta de incentivo aos estudos:

Até hoje eu não consegui entender porque o pobre começa estudar em uma escola pública e tem que terminar em uma universidade paga (quando consegue), enquanto o mais privilegiado financeiramente inicia em uma escola paga e termina em uma universidade pública.

Devido muitas vezes os pais terem que trabalhar fora, não acompanharem devidamente seus filhos, pelo fato de as crianças pobres não terem livre acesso a locais de cultura e lazer, por não terem condições de lazer e diversão, eles deixam de estudar para buscar essas coisas nos momentos em que os pais não estão próximos.

Contato direto com álcool, drogas, traficantes e usuários dentro e nas proximidades dos colégios: é muito comum dentro e nas proximidades dos colégios a droga transitar livremente e com fácil acesso por todos.

Interessante é saber que mesmo todo mundo sabendo disso, ninguém faz nada.

Importante:
A dependência química deveria ser matéria obrigatória dentro das escolas, explicando os males que ela traz para o indivíduo, á família e á sociedade.

Os responsáveis pela educação deveriam contratar pessoas dependentes e que se recuperaram para fazerem palestras de prevenção contra álcool e drogas, em todas ás escolas do país, com certeza o número de pessoas que iniciam na droga ou no álcool seria bem menor, bem como os usuários também.

Discriminações e preconceitos:

Jovens, adolescentes e crianças, são discriminadas a todo momento devido a sua condição social, cor, raça, estado de origem, credo religioso, defeitos físicos, etc., não são aceitas na sociedade como um ser humano, e o pior de tudo é que a discriminação e o preconceito hoje é lição de casa dentro de grande parte das famílias brasileiras, principalmente por aquelas que não sabem o que é passar fome ou não ter aonde dormir.

Falta de emprego: 

Faltam projetos sociais aonde incentive o jovem e o adolescente a estudar em um período do dia e no outro estagiar em alguma empresa aonde possa receber um salário e aprender uma profissão.

Essas condições infelizmente são oferecidas á uma parte da sociedade mais bem sucedida.

Como o jovem pode começar a trabalhar se não existe nenhum programa de profissionalização e muito menos de incentivo?

O país caminha para um futuro caos em mão de obra, pois as empresas não oferecem oportunidades aos jovens e discriminam quem tem um pouco mais de 40 anos.

Porque uma criança, adolescente e jovem inicia o uso desta ou daquela substância?

Infelizmente vemos que normalmente as pessoas iniciam o uso por:

A falta de atenção e amor dos pais para com o indivíduo, as constantes discussões entre os pais, a agressão familiar, a falta de compreensão, as regras e normas impostas (muitas vezes de forma excessiva), o excesso de liberdade, os locais e pessoas com aos quais os pais se relacionam, o excesso de cobrança de resultados nos estudos e no trabalho, o excesso de mimo, o uso de álcool e drogas dos próprios pais, são fatores que normalmente fazem com que haja fuga do indivíduo para grupos sociais onde a droga e o álcool são as “soluções dos problemas”.

Muitos pais dão ao jovem ou adolescente a condição de tomar as suas próprias decisões e se comportarem da maneira que pensam com relação ás pessoas e a tudo o que o mundo oferece. Porém se esquecem, que o adolescente ou jovem é imaturo, ainda não conseguiu formar opinião própria e se deixam facilmente serem influenciados por opiniões e atitudes de outras pessoas, espelhando-se em indivíduos que aparentemente são felizes agindo de forma de que, tudo pode, tudo convém e nada lhes é proibido.

Os pais devem tomar muito cuidado com relação á liberdade atribuída aos filhos, ela não pode ser demais, porém também não pode ser de menos, A conversa franca, honesta e muito diálogo, são fundamentais no desenvolvimento dos adolescentes e jovens. Os pais devem formar as opiniões dos filhos, caso contrario, outras pessoas a formarão, e pode ser que seja um traficante ou usuário de drogas, ladrão, pedófilo, prostituta, estuprador, desocupado, delinquente, alcoólatra, etc.

Hoje infelizmente dentro de nossas casas é comum ter bebida alcoólica, é comum os filhos verem os pais se divertindo bebendo em festas, viagens, churrascos, encontro familiar ou com amigos. A cabeça de uma criança diante dessa situação associa que o álcool é bom, pois os pais estão sempre alegres e felizes quando bebem, daí a curiosidade de experimentar e quando vai se dar conta já é um alcoólatra.

Outros pais totalmente desinformados têm o habito de levar seus filhos á bares, acostumando-os desde pequenos ao ambiente do bar, e o que se aprende de pequeno se põem em prática quando adulto.

Alguns pais até chegam a molhar o bico da chupeta de crianças em cervejas, aguardente ou vinhos, em champanhe em festas de fim de ano, despertando desde a infância a disposição do indivíduo a fazer o uso do álcool.

Muitos pais quando descobrem que seus filhos estão fazendo o uso de drogas ou bebendo demais, normalmente condenam os filhos, chegando até a agredi-los verbalmente e fisicamente, mas se esquecem, que tudo isso começou do incentivo que eles ”os próprios pais” deram á seus filhos durante a sua infância.

É também comum, jovens iniciarem o uso de álcool e drogas após separações de seus pais, o jovem não entende a separação, assimila um sentimento de perca, do pai ou da mãe, se sente solitário, desprotegido, triste, infeliz, angustiado, depressivo, rejeitado, e assim fica vulnerável, buscando consolo e apoio na sociedade externa, amigos de escola, trabalho, lazer, porém na sua condição deplorável não é aceito no grupo de pessoas alegres e felizes, mas é aceito no grupo dos derrotados, e uma vez no grupo dos derrotados, se torna também um.

No mundo em que vivemos onde o individualismo prevalece, ás pessoas perderam a intenção de viver em pró do bem comum, tornando-se egoístas, orgulhosos, materialistas, amantes do dinheiro e do poder. E, é essa a educação que em muitos casos o jovem/adolescente recebe de seus pais. Nessa educação os valores da família não são preservados, os valores do bem comum muito menos, a educação religiosa é esquecida e os jovens/adolescentes se frustram com o ser humano, pois devido à imaturidade não compreendem os verdadeiros valores da existência.

Os jovens/adolescentes, desde cedo, dentro mesmo de sua própria casa percebem que, a paz, a harmonia e o amor não são tão primordiais como o sucesso financeiro e materialista, ficando assim devido a sua fragilidade expostos a tudo o que o mundo lhes oferece.

É importante ressaltar que uma educação religiosa ajuda e muito a compor uma personalidade positiva para cada indivíduo, pois tudo que é ensinado dentro de uma igreja é de grande proveito pessoal, familiar e social, pois os verdadeiros valores de amor, humildade, caridade, perdão e paz são revelados pelos ensinamentos religiosos.

Partimos agora para outra questão importantíssima relacionada ao motivo pelos quais as pessoas fazem o uso de drogas:

PROBLEMAS SENTIMENTAIS E EMOCIONAIS

O ser humano é muito vulnerável as questões emocionais e sentimentais, e muitas vezes não consegue lidar com esses problemas, fazendo então o uso de álcool e outras drogas, mascarando de alguma forma suas emoções e sentimentos.

As drogas então se tornam uma verdadeira válvula de escape para o ser humano, que no momento em que faz o uso, de alguma forma se sente aliviado, pois o álcool e as drogas a partir das substâncias que são liberadas no cérebro como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina geram sensação de alívio e prazer.

Porém, os efeitos dessas substâncias passam e o problema não, a partir daí o ser humano começa a fazer o uso repetitivo das substâncias a fim de voltar a sentir novamente as sensações de alívio e prazer.

Com o uso repetitivo o organismo humano começa então criar tolerância á droga utilizada, exigindo que a pessoa aumente a quantidade a ser ingerida.

Após o organismo criar a tolerância e com o aumento no consumo desenvolve-se então no indivíduo a DEPENDÊNCIA QUÍMICA.

As questões emocionais e sentimentais que induzem o ser humano a fazer o uso de drogas são das mais variadas possíveis, portanto damos aqui alguns exemplos de sentimentos e emoções que normalmente fazem com que a pessoa comece a fazer o uso de drogas.

Depressão, tristeza, desanimo, negação própria, negação por parte de terceiros, ficar ansioso, estressado, angustiado, ter solidão, preocupação, frustração, desilusão, decepção, traição, timidez, rejeição, ser humilhado ou criticado, auto piedade, ter lembranças ruins, ciúmes, inveja, raiva ou ressentimento, ódio, nervosismo, tédio da vida, sentir-se incapaz de realizar algo, sentimento de perca, falta de aceitação, falta de perdão próprio, dificuldade em perdoar a terceiros, desilusão amorosa, euforia, alegria, paixão em excesso, etc.

Também temos as pessoas que iniciam o suo de drogas devido as mais diversas situações difíceis que a vida oferece, ou situações difíceis do dia a dia de qualquer ser humano, como:

Compromissos, reuniões sociais, reunião de trabalho, negócios, falar em público, falar com estranhos, falar com o chefe, desentendimentos ou discussões, desentendimento familiar, iniciar relacionamento amoroso, terminar relacionamento amoroso, ficar em companhia de pessoas que usam drogas ou álcool, doença ou morte, acidentes, notícias ruins, problemas financeiros, etc.

Em outros casos pessoas fazem o uso de álcool e/ou drogas por situações de diversão e prazer:

Festas, euforia, alegria, ficar exaltado, estar em momentos de alegria com amigos que bebem e usam drogas, receber boas notícias, dinheiro, estar apaixonado, sexo, pratica de esportes, viagens, fins de semana e feriados, férias, etc.

Outros começam o uso por:

Problemas físicos ou psicológicos, insônia, problemas sexuais, dores físicas, doenças próprias, doenças de familiares, sono, cansaço, solidão, pensamentos desagradáveis, medo de sair á rua, ociosidade, etc.

Uma das questões principais para a pessoa iniciar o uso de drogas deve-se também aos traumas de infância, como:

Ter sofrido descriminação da sociedade, da família ou no colégio, por o seu nascimento ter sido indesejado pelos pais, morte de alguém que amava muito, ter sido espancado pelos pais, ter sido espancado por terceiros, ter pais usuários de álcool e drogas, abuso sexual, ofensa moral, desilusão amorosa, por ter se sentido inferior ou mais pobre que os demais, por ter sido abandonado pelo pai ou pela mãe, por não ter se sentido amado, por ter se sentido excluído, por ter vivido na miséria, por ter pais que foram presos, por ter pais contraventores da lei, etc.

Temos que admitir também que existem questões psiquiátricas que podem levar uma pessoa ao uso de álcool e drogas, e somente com um bom profissional fazendo o devido acompanhamento clínico é que se obtém resultados satisfatórios na recuperação.

Vale lembrar que pessoas também fazem o uso de drogas com a intenção de permanecer mais tempo acordado e outras fazem até para emagrecer.

Enfim, temos uma infinidade de motivos ao qual leva uma pessoa a fazer o uso de álcool e drogas, apenas identificamos alguns casos, porém, muitos outros motivos existem e baseado nessa questão é que afirmamos que a dependência química deve ser tratada de forma individual, pois somente assim poderemos verificar realmente os motivos que levaram a pessoa a começar a fazer o uso de alguma substância entorpecente e consequentemente torna-la um dependente químico.

Vale lembrar que a dependência química não tem cura, mas, tem controle, e quanto antes a pessoa iniciar um tratamento mais fácil será dela se libertar do vício.

CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE TRATAMENTO PARA DEPENDENTES DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

Existem “Casos e Casos de Dependência Química e de Recuperação”

Alguns dependentes químicos conseguem se recuperar sozinhos, apenas pelo fato de sofrer algum prejuízo muito grande como: financeiro, perder relacionamento, passar por um suposto divórcio, problemas de saúde, perder o emprego, ter problemas com a justiça, ter o conhecimento de morte de algum outro dependente, acidentes, etc...

Porém, nas maiorias dos casos de dependência química, o individuo necessita de algum tipo de tratamento com acompanhamento de pessoas especializadas no assunto, ou até mesmo necessitando de um tratamento em regime interno.

Vejamos abaixo algumas opções de tratamento para recuperação de dependentes químicos, vale lembrar que são modelos diferentes, para diferentes tipos, necessidades e estágios de dependência química. Somente profissionais capacitados no assunto podem avaliar a verdadeira necessidade do individuo e qual o melhor tipo de tratamento a ser desenvolvido.

Serão abordados os seguintes Tipos de Tratamento para Dependência Química:

1 - Acompanhamento Psicológico;

2 - Acompanhamento Psiquiátrico;

3 - Espiritualidade (Igrejas/Religião);

4 - Grupos de Auto-Ajuda;

5 - Clínicas Psiquiátricas (TRATAMENTO INTERNO);

6 - Comunidades Terapêuticas (TRATAMENTO INTERNO).

1 - Acompanhamento Psicológico: Na maioria dos casos o dependente químico sofre seriamente de problemas comportamentais, sentimentais e emocionais, também atravessa por uma forte turbulência familiar, social e profissional (quando ainda mantém o emprego), torna-se uma pessoa desiquilibrada, não atendendo mais as suas responsabilidades, não conseguindo mais se relacionar com pessoas ligadas aos seus círculos de família, sociedade e trabalho, muitos entram em profunda depressão, outros perdem a sua própria estima, não dando mais importância as consequências que o uso lhe acarreta. Para de pensar logicamente, em alguns casos cria sonhos e objetivos impossíveis de se realizar. Torna-se uma pessoa impaciente, intolerante e indisciplinada, em muitos casos torna-se frustrada com o mundo, com as demais pessoas e consigo mesma.

É nessa hora que um bom Psicólogo pode ajudar a resolver todas essas questões. Aconselho que seja de preferência um Psicólogo que tenha especialização ou muita experiência em Dependência Química.

A Psicologia é uma ciência e profissão, o psicólogo compreende as emoções e sentimentos humanos, atuando na mente do individuo, organizando os desejos e instintos, desvendando conflitos nas relações consigo mesmo, com isto refletindo no outro. A psicologia é o estudo da alma. Agora, mais que estudar a alma humana o psicólogo precisa sentir, entregar-se para aquela pessoa que o procurou, aceitar viver com seu cliente todas as inquietações e dificuldades que o incomodam, é cuidar da saúde mental e emocional do outro.

Em muitos casos o acompanhamento psicológico vem trazendo bons resultados na recuperação de dependentes químicos. Vale tentar.

2 - Tratamento Psiquiátrico: Infelizmente nem todos os dependentes químicos que buscam recuperação conseguem se libertar de seus vícios sem fazer o uso de remédios.

No caso dos dependentes que usam drogas depressoras do SNC (Sistema Nervoso Central) principalmente, o álcool e os opiáceos, como a codeína, heroína e a morfina geram forte crises de Abstinência, conhecida como Síndrome de Abstinência, e nesses casos no momento da suspensão das substâncias utilizadas, se torna necessário imediatamente a prescrição de remédios para o dependente, pois a abstinência da droga pode levar o individuo a morte.

São três os tipos de drogas com atividade sobre o SNC – Sistema Nervoso Central.

De forma resumida, as drogas psicotrópicas podem ser classificadas em três grupos, de acordo com a atividade que exercem junto ao nosso cérebro: Drogas Depressoras, Estimulantes e Perturbadoras ou Alucinógenas.

Acesse os links abaixo e saiba mais sobre as drogas:

Drogas Depressoras do SNC -

Drogas Perturbadoras do SNC

Drogas Estimulantes do SNC
As nossas sensações são coordenadas pelo sistema nervoso central. Nele, há neurônios que se comunicam através de neurotransmissores liberados nas sinapses.  As drogas psicotrópicas são substâncias não produzidas pelo corpo, mas capazes de agir exatamente nos mesmos locais dos neurotransmissores, ou seja, nas sinapses. O uso continuo de Drogas Psicotrópicas comprometem o SNC, não restando opções a não ser a prescrição de medicamentos para o individuo, dependendo do caso para o resto da vida.

O Sistema Nervoso desempenha inúmeras tarefas, e, que, através dos impulsos elétricos que ocorrem entre seus bilhões de neurônios, ele é capaz de se conectar com todas as partes de nosso corpo.
Sendo assim a partir do momento que o individuo compromete os neurotransmissores, ele pode comprometer a funcionalidade de diversas partes de seu corpo.

Vejamos um exemplo baseado no uso da cocaína que é uma Droga Estimulante:

Quando estimulados, os neurônios eliminam dopamina. A dopamina é um neurotransmissor que produz prazer em resposta a acontecimentos positivos na vida do indivíduo. Quando a dopamina é eliminada na sinapse por um neurônio, o neurônio seguinte é capaz de reconhecê-la através de receptores especiais. Após o reconhecimento, a dopamina é recapturada pelo neurônio que a eliminou.

A cocaína entra nesse sistema impedindo que a dopamina retorne ao neurônio que a eliminou. Esse neurotransmissor, portanto, permanece na sinapse “passando a informação” de prazer e euforia, sem cessar.

O uso prolongado da cocaína pode fazer com que o cérebro se adapte a ela, de forma que ele começa a depender desta substância para funcionar normalmente diminuindo os níveis de dopamina no neurônio. Se o indivíduo parar de usar cocaína, já não existe dopamina suficiente nas sinapses e então ele experimenta o oposto do prazer - fadiga, depressão e humor alterado.

As drogas depressoras e perturbadoras do SNC também atuam ao nível das sinapses, de diversas formas. Conforme a droga utilizada, haverá diminuição, aumento ou impedimento da ação dos neurotransmissores.

Assim fica evidente que em determinados casos, somente com acompanhamento médico e medicamentoso o indivíduo poderá deixar de fazer o uso de álcool e outras drogas.
Lembrando que cada caso é um caso diferente do outro, não se aplica a mesma regra para todos os dependentes.

É importante lembrar que a procura de um Médico Psiquiatra com especialização em Dependência Química se torna mais bem recomendada, pois um especialista poderá prescrever a medicação e quantidades certas para que não haja simplesmente a substituição de uma droga por outra (remédio), e sim um tratamento para recuperação do dependente químico onde futuramente ele possa se abster dos remédios também.

5 – Espiritualidade: Concordamos com muitos que colocam a dependência química como uma doença a ser tratada clinicamente, porém não temos dúvidas que ela também é uma Doença Espiritual.

Na grande maioria das vezes o dependente químico no uso tem uma vida totalmente desregrada e é muito comum a prática de: Prostituição, Adultério, Pornografias, Mentiras, Roubos, Furtos, Atos Desonestos, Desavenças Familiares ou com terceiros. O dependente também se torna uma pessoa arrogante, prepotente, orgulhosa, egoísta, malvada, soberba e cheia de muitos outros defeitos de caráter.

Toda a condição ao qual o dependente químico se enquadra, como dito acima, se relaciona perfeitamente com o pecado, fazendo que o indivíduo tenha uma separação de DEUS, ficando
enfraquecido espiritualmente e sem forças para domínio/controle de suas ações, sentimentos e emoções.

Em determinados casos essas questões devem ser tratadas de forma Psicológica ou Clínica (ver tópicos 1 e 2), porém, em muitos casos os problemas comportamentais, sentimentais e emocionais estão fortemente relacionados a baixa ou nenhuma espiritualidade do individuo.

Temos observado durante todo o período em que acompanhamos á dependentes químicos, que a partir do momento em que o individuo se fortalece espiritualmente, aprendendo e vivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, ele passa a ter um domínio próprio, conseguindo corrigir seus defeitos de caráter, dominando suas emoções e sentimentos ao mesmo tempo.

Além de que através da humildade aprendida através dos evangelhos, começa a se integrar de maneira bastante positiva a uma sociedade diferente daquela que ele vivia, onde todos vivem em sobriedade e compartilham dos mesmos ideais.

Entramos aí em uma questão bastante interessante que é a de o individuo passar a ter contatos e relacionamentos com pessoas diferentes, começa também a frequentar lugares diferentes, passa a ter um estreitamento familiar, passa a ser visto pela sociedade de uma maneira diferente também, evitando assim muitos contratempos que o afetam sentimentalmente e emocionalmente.

Dentro da espiritualidade o individuo aprende que nem sempre tudo aquilo que lhe acontece de forma contrária á sua vida, deve ser analisada de forma destrutiva.

Aprendemos que Deus está no comando de nossas vidas, que ele sempre quer o melhor para nós, aprendemos que no momento certo Ele agirá e mudará nossa condição. Passamos através de nossa fé a confiar em Deus, entendemos o nosso semelhante, passamos a agir de forma coerente, sem desespero, sem medos, vemos todas as coisas de uma forma espiritual, seguindo os ensinamentos de Jesus em nossas atividades e a partir daí começamos a colher frutos dentro dos resultados.

Quando se torna um verdadeiro cristão, não se tem medo de nada, passa-se a ter um coração alegre e cheio de coisas boas, ocupando os espaços que antes eram das emoções e dos sentimentos negativos.
À medida que crescemos espiritualmente o individuo se aproxima mais de Deus, e automaticamente fica mais próximo da luz, e assim de Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

A busca pela espiritualidade nos coloca em sintonia com um mundo novo, onde os lugares que frequentamos e as pessoas com que nos relacionamos também passam a nos auxiliar em nossa recuperação, pois no meio dos verdadeiros cristãos não existe nem as drogas e nem o álcool. É assim que deve ser!

Temos muitos casos relatados por muitos médicos especialistas e até mesmos cientistas que não conseguem explicar muitas curas milagrosas onde a medicina e a ciência já haviam perdido a esperança da cura, sendo assim Deus através da fé da pessoa operou o milagre da cura, pois Deus tudo pode.

As orações, a busca de uma proximidade com Deus, a determinação em seguir os evangelhos, a participação dentro das comunidades religiosas, o convívio com pessoas religiosas, o comportamento cristão, a fé e a confiança em Deus tem sido por todos os tempos a maneira mais eficaz de se recuperar um dependente químico.

4 - Grupos de Auto-Ajuda: Muitos dependentes químicos conseguem a sobriedade a partir de participações em Grupos de Auto-Ajuda que também são chamados de Grupos de Apoio ao Dependente Químico.

Nesses Grupos o dependente se encontra com outros dependentes, onde todos “devem” ter a mesma intenção, que é a de parar de fazer o consumo de álcool e outras drogas.

Através da troca de experiências, através do desabafo de suas angustias expondo a condição atual de suas emoções e sentimentos, e da compreensão dos demais participantes (Todos são Dependentes Químicos), cria-se um vinculo e uma responsabilidade com a recuperação. Os dependentes se fortalecem entre si, sempre um dando forças para o outro, afim de que permaneçam sóbrios até a próxima reunião.

É comum dentro dos Grupos de Apoio, o Dependente “A” espelhar-se no Dependente “B”, utilizando das mesmas ações para que ele também permaneça sóbrio.

Na maioria dos Grupos de Apoio usa-se o jargão “Só por hoje”, onde o dependente se afirma na questão de que Só por Hoje eu não vou fazer o uso de álcool ou drogas, amanhã eu não sei. Consequentemente no dia seguinte ele se afirma na mesma questão, e assim ele “Vive um dia de cada vês”, frase também muito conhecida no meio de dependentes químicos em recuperação.

Nesses Grupos de Apoio existem os coordenadores que normalmente também são dependentes químicos em recuperação que desfrutam já a certo tempo da sobriedade, e que, também provavelmente um dia já esteve ali participando daquele grupo como um usuário tentando se libertar da sua dependência.


Vale lembrar que após o individuo deixar de fazer o uso das substâncias ele deve permanecer com a participação no grupo, afim de não sofrer uma recaída que lhe custará muito caro.

Existem Grupos que fazem reuniões todos os dias, outros duas ou três vezes por semana e outros apenas uma única vez. Dependendo da necessidade do dependente, a princípio deve-se participar das reuniões diariamente, mesmo que em locais diferentes, até que se possa ter um autocontrole e diminuir a sua presença em grupos, porém, ao menos uma vez por semana é necessário essa participação.

São muitos os Grupos de Apoio e toda cidade certamente comporta um, basta se informar.

Veja alguns dos Grupos de Apoio mais Conhecidos:

AA – Alcoólicos Anônimos - http://www.alcoolicosanonimos.org.br/

NA – Narcóticos Anônimos - http://www.na.org.br/



Pastoral da Sobriedade - http://www.sobriedade.org.br/


Nar-Anon: Grupo para familiares de Dependentes Químicos - http://www.naranon.org.br/

Obs: Existem também muitas Igrejas Evangélicas que possuem dentro de suas congregações núcleos ou Grupos para auxílio a dependentes químicos.

Acima estão citados apenas alguns grupos, porém, existem muitos outros que você pode procurar em sua cidade.

Mas há um número muito grande de dependentes no uso que já tentaram de tudo e não conseguem atingir a sobriedade, tendo a necessidade de passar por um tratamento em regime interno em Clinicas ou Comunidades Terapêuticas.

Para esses tipos de casos somente o tempo de desintoxicação não é suficiente para que o individuo permaneça sóbrio para o resto da vida, é necessário um tratamento onde ele aprenda a viver sem a necessidade de álcool ou drogas, necessitando assim de um tratamento em regime interno.

Hoje em dia temos um leque muito grande de instituições que por meio de internação administram tratamentos para dependentes químicos, vamos frisar as duas mais comuns e procuradas.

5 - Clínicas Psiquiátricas (TRATAMENTO INTERNO): Onde os tratamentos são com acompanhamento Médico, na maioria das vezes sendo ministrados remédios para o paciente, em alguns casos com acompanhamento de Psicólogos, acompanhamento de Terapeutas com formação técnica em Dependência Química e com um Programa de Recuperação, que na maioria das vezes está mais voltado para a desintoxicação do dependente do que na formação comportamental, sentimental e emocional do mesmo, muitas vezes não abrangendo a espiritualidade, nem questões de ordem familiar, social e profissional ao qual o individuo se encontra. Fatores esses que impulsionam o individuo ao uso de álcool e outras drogas.

Mas é necessário avaliar o caso do dependente, pois, como dito no tópico Tratamento Psiquiátrico (ver tópico 2) existem casos que são necessários a prescrição de remédios pois houve comprometimento na saúde do individuo.

Vale lembrar que também existem Clínicas Psiquiátricas que fora o tratamento de desintoxicação também oferecem espiritualidade e tratamento comportamental, sentimental e emocional para o dependente. (É preciso se informar).

6 - Comunidades Terapêuticas (TRATAMENTO INTERNO): Ao longo dos anos tenho presenciado que os melhores resultados em Recuperação de Dependentes Químicos vêm sendo alcançado por essas instituições. Como o próprio nome afirma “Comunidade” todos vivendo em unidade pelo mesmo bem comum. A diferença é que todos os que convivem nessa comunidade possuem a mesma doença, a “Dependência Química”, nessa comunidade não existe o Álcool e nem outras Drogas e o intuito dessa instituição é de Recuperar á Dependentes Químicos única e exclusivamente.

Normalmente as Comunidades Terapêuticas não fazem tratamento com remédios, a não ser em casos extremamente necessários. Na maioria delas o tratamento é baseado em um tripé constituído por “Oração, Trabalho e Disciplina”.

Esse tripé é fundamental para a manutenção da sobriedade do dependente depois do período de internação, pois faltando um dos pés o tripé desaba e junto com ele o Dependente Químico.

Existem Comunidades Terapêuticas que na área da espiritualidade são ecléticas, outras seguem a sua denominação religiosa. Hoje temos Comunidades Terapêuticas de todas as denominações, o dependente deve escolher aquela cujo ele se identifica com a sua crença, assim o tratamento será mais proveitoso.

A Espiritualidade cada vês mais vem ganhando espaço e aumentado o número de dependentes que conseguem se libertar de sua dependências.

Sem dúvida, a partir do conhecimento e vivência dos Evangelhos de Jesus Cristo, juntamente com as orações, com a participação ativa dentro da Igreja e em Grupos de Orações, com o convívio com demais pessoas que compartilham esses mesmos ideais, o dependente se afasta das influências que podem o conduzir ao consumo de álcool e outras drogas.

Normalmente nas Comunidades Terapêuticas o dependente químico trabalha pelo bem comum da própria comunidade, e isso é muito importante, pois, o trabalho ajuda na desintoxicação e ocupa o tempo. O dependente adquiri novos conhecimentos, se relaciona com um grupo especifico, e o mais importante, dá suporte ao responsável pelo tratamento para que se identifique possíveis questões que possam levar o individuo ao uso. Esse processo é chamado de “Laborterapia”, uma forma de Terapia Ocupacional.

Também em Comunidades Terapêuticas é comum ser ministrado “Os Doze Passos para o Dependente Químico”, que são ferramentas fundamentais para que o dependente não volte a fazer o uso das substâncias, desde que ele vivencie esses passos após o término do tratamento interno, é claro.

O Tratamento em Comunidades Terapêuticas, também conta com diversas Palestras e reuniões de profissionais em dependência química que normalmente também já fizeram uso das substâncias no passado e conseguiram se recuperar. O testemunho dessas pessoas é importantíssimo, pois, suas experiências e a sua sobriedade atual servem como exemplos para os demais dependentes em recuperação.

Dentro das Comunidades Terapêuticas a Disciplina muitas vezes é a regra número um, pois o dependente indisciplinado dentro de uma Comunidade Terapêutica será indisciplinado fora dela, e sobriedade sem disciplina não combinam.

Os Programas de Recuperação das Comunidades Terapêuticas também contam com atividades de esporte e lazer, semanas culturais, comemorações em datas festivas e oficinas de aprendizado cultural e profissional.

Muitas Comunidades Terapêuticas também fazem acompanhamento familiar, dando suporte aos familiares do dependente internado, bem como orientando como a família deverá se comportar com o individuo após a saída dele da internação, auxiliando assim o dependente a não passar por recaídas.

Normalmente nas Comunidades Terapêuticas a visita dos familiares é mensal e eventualmente existem passeios, retiros espirituais, missas, cultos evangélicos, comemorações em datas festivas, onde a família e o dependente interno podem se encontrar.

Ao contrario do que muitas pessoas pensam sobre clinicas e comunidades terapêuticas, existem um número muito grande de estabelecimentos que realmente trabalham de forma correta na recuperação e os resultados são bastante satisfatórios.

É muito importante para quem for procurar tratamento para algum dependente tirar o máximo possível de informação sobre a clínica ou comunidade, saber bem como vai ser administrado o tratamento, ter a informação de outras pessoas que já estiveram em tratamento naquele lugar, saber da idoneidade das pessoas responsáveis pelo tratamento, saber se o tratamento será administrado com remédios ou não, saber se o dependente precisa realmente de remédio para a sua recuperação ou não, verificar se dentro do programa de recuperação consta também um trabalho relacionado à espiritualidade e se possível no momento da internação conversar com alguém que está se recuperando nesse lugar.

Nem sempre as clinicas ou comunidades mais caras, que têm maior luxo são as mais recomendadas para o tratamento, mas isso também não significa que clinicas caras e de luxo não podem também administrar um bom tratamento. (procure se informar).

Vale lembrar que o Governo Federal atende á dependentes químicos gratuitamente através do CAPS que conta com profissionais da saúde como Psicólogos e Psiquiatras fazendo acompanhamento individual, coletivo e familiar. Maiores informações... http://portal.saude.gov.br

Existem muitos outros tipos de tratamentos para dependentes químicos, que serão abordados em uma outra postagem. (Aguardem).

Para informações sobre internações e tratamentos alternativos enviar e-mail para:



PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ÁLCOOL E DROGAS NAS EMPRESAS


PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE ÁLCOOL E DROGAS COM 
QUALIDADE DE VIDA NO AMBIENTE DE TRABALHO

Prevenção ao uso perigoso das drogas é uma intervenção cujo objetivo é evitar o estabelecimento de uma relação destrutiva de um indivíduo com uma droga, levando-se em consideração as circunstâncias em que ocorre o uso, com que finalidade e qual o tipo de relação que o sujeito mantém com a substância, seja ela lícita ou ilícita.

CONSISTE EM:

Prevenção – diagnóstico – necessidade – planejamento – ações – sensibilização – capacitação – acompanhamento – avaliação e tratamento.

PROGRAMAS NAS EMPRESAS

OBJETIVOS:

Desestimular o consumo de álcool e/ou drogas;

Estimular a procura espontânea de ajuda;

Identificar o usuário e oferecer tratamento e recuperação;

Favorecer a recuperação da saúde integral dos colaboradores.

Demonstrar através de atitudes, o apoio e a valorização dos colaboradores;

Aumento de motivação do colaborador;

Redução de custos com internações e doenças decorrentes da dependência;

Redução do índice de absenteísmo e de rotatividade;

Redução de atrasos, faltas e demissões de colaboradores;

Redução do índice de acidentes de trabalho;

Melhoria de produtividade;

Melhoria da qualidade;

Melhoria do ambiente de trabalho;

Melhorar os conceitos/imagem da empresa;

Minimizar riscos de processos judiciais por acidentes provocados devido á Dependência Química.

A GRAVIDADE DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NAS EMPRESAS

A GRAVIDADE DO PROBLEMA

O dependente químico quer seja de álcool ou qualquer outro tipo de droga, paga um custo emocional muito grande pela sua doença, bem como a sua família.

Devido à ignorância social e cultural sobre a doença, muitos nomeiam o dependente com adjetivos pejorativos e discriminantes, como: bêbado, viciado, maconheiro, louco, drogado, entre outros. 
Isto os prejudica muito, porque na realidade são pessoas doentes e que precisam de ajuda.
Há relatos de dependentes que embora não querendo, precisam beber ou usar qualquer tipo de droga, ou juram e prometem não mais usá-la, porém a compulsão é tão violenta que não podem controlar-se, seguindo de culpa e sentimento de vergonha.

A família cobra muitas vezes de forma incoerente e errônea o seu comportamento, mesmo porque eles não sabem lidar com o problema, pois de nada adianta falar quando a pessoa está sob efeito de alguma droga, o que só tende a complicar mais o caso.

O DESCONHECIMENTO DO PROBLEMA

É normal que grande parte dos empregadores desconheça realmente o problema, pois esta não é a sua área de conhecimento.

Algumas empresas de grande porte têm assistência médica e social aos seus empregados, outras preferem terceirizar este trabalho e, de maneira geral, as de médio ou pequeno porte não se preocupam com a dependência química.  Embora se atenham a outros problemas com seus empregados, como por exemplo: “a qualidade de vida”, exames periódicos, cesta básica, auxílio escolar, vales transporte, entre outros, obviamente tudo isto é muito válido, mas muitas vezes, apesar de toda esta assistência ficam despercebido os casos de dependência do álcool e outras drogas.
Num organograma de uma meiga empresa, por exemplo, tem-se a ideia de um quadro funcional perfeito até a portaria, que é o setor muito importante, pois é à entrada da empresa. 

Será que ali existe o problema?

Provavelmente sim. E isto está sendo observado? A alta direção e a chefia podem pensar que sim, mas tratando-se de dependência química o uso de alguma droga por funcionário pode passar despercebido, como, por exemplo, o alcoólatra que não beba em serviço não deixa de estar intoxicado prejudicando seus reflexos, senso crítico e percepções, o mesmo acontecendo como dependentes de outras drogas, o que poderá trazer sérios problemas para a empresa: alguma carga num veículo passar sem ser anotada; má pesagem em balanças; na construção civil, aquele funcionário que não misturou bem a massa para o concreto que vai segurar grandes estruturas; na empresa de transporte coletivo, o motorista que não consegue começar o seu dia de trabalho sem antes ter que beber para sentir-se “normal” e levando vidas humanas sob sua responsabilidade.

Pode-se citar, também, aquele executivo que não fecha negócios para sua empresa sem antes cheirar cocaína ou usar algum tipo de droga estimulante, e ainda pilotos de Companhias Aéreas que não decolam seus aviões sem antes beberem para relaxar.

A dependência química está em todos os segmentos sociais e profissionais, mas o empresário tem pouco conhecimento, até por desconhecer o problema, e o risco que a sua empresa está correndo em todos os aspectos: processos trabalhistas, indenizatórios, entre outros, além dos já normais que norteiam uma empresa.

A NEGAÇÃO DO EMPREGADOR

É comum empregadores negarem que seus funcionários fazem uso de álcool ou outras drogas em sua empresa, e é por medo de comprometer a imagem da mesma.  Como se fossem pais negando o uso de drogas pelos filhos, motivados pela vergonha e preconceito.

Erroneamente, eles acreditam que estão protegendo a sua companhia, porém o aumento das despesas é visível, se forem contabilizados: danos em equipamentos; acidentes; afastamentos por doenças causadas pela dependência; atrasos, entre outros problemas.

Muitas vezes a negação vem em forma de instinto protetor pelo empregador, a exemplo das conotações.

Que vêm a seguir:

a) O funcionário dependente sente-se derrotado pela morte de um de seus familiares;

b) Está com muitos problemas na família;

c) Os filhos são problemáticos;

d) Está passando por séria crise financeira.

O empregador comete um grande equívoco ao ficar conivente com a dependência do empregado, quando um dependente químico usa os tipos de negações observados acima, pois alguns dos sintomas da dependência química entre vários são: a manipulação; se fizer de vítima; omissões, entre outros que fazem parte da doença com justificativa para beber.

Quando a empresa não tem um programa de prevenção, pessoa técnica para entender esta dinâmica do doente certamente não estará ajudando e sim o afundando cada vez mais nas drogas; pois filhos problemáticos, casamentos desfeitos, problemas financeiros (por excesso de retiradas de vales) são muito próprios do dependente do álcool ou de outras drogas.

Outro motivo que faz com que o empregador não veja ou não queira ver o problema se dá pela própria característica da personalidade do dependente, ele é aquele funcionário trabalhador, que não dá problemas no serviço, mas isto acontece quando ainda não está tão prejudicado física e psiquicamente pelo álcool ou outras drogas, precisando defender o seu emprego, embora a vida familiar não transcorra bem, como será visto mais adiante.

O empregador, cedo ou tarde, vai percebendo, com o passar do tempo, o problema daquele funcionário por várias vias: queixa de outros funcionários, chefias, supervisores, até de clientes, quando o dependente atende-lhe exalando álcool ou com postura alterada, principalmente se o setor for de atendimento ao público, enfim a situação foge do controle e decisões terão que ser tomadas.

A NEGAÇÃO DA FAMÍLIA

Podem-se comprovar através dos longos anos de trabalho com prevenção e tratamento de dependentes químicos, invariáveis perdas pelo dependente causadas pela doença: primeiro, da família e segundo, o emprego.

Em razão disso, a negação da família, no sentido de esconder o problema do dependente, pode acarretar problemas funcionais e financeiros à empresa. Pois esta é quem garante o sustento da família, até mesmo nos casos que tenha que pagar pensão. Esta dinâmica de negação familiar pode levar anos, que com medo e insegurança de que o marido seja mandado embora do emprego, a esposa chega ao desespero de até mentir, por exemplo: o marido falta ao trabalho, ela liga avisando que ele se encontra adoentado por intoxicação alimentar, estado gripal grave, inflamação dentária, entre outras, mas que na realidade não aconteceu nada disso.  O porre na noite anterior ou no final de semana foi à causa de sua falta ao serviço.

É neste momento que as negações do dependente, do empregador e da família tornam-se visíveis, mas separados de uma percepção global.  E este é o momento que a empresa deve abrir olhos para não adoecer com o funcionário “doente” e seus familiares, tudo ocasionado pelo problema da Dependência Química.  Por esta razão, o Programa de Prevenção ao Álcool e Outras Drogas, na empresa, é importante porque é uma tentativa de auxiliar o empregador a enfrentar este problema.

O QUE A EMPRESA IGNORA

Acima foram vistos as más repercussões, as negações familiares e empresariais diante do problema da dependência química.  Será abordado agora, o que a empresa ignora, embora hoje felizmente muitas já tenham programas sociais voltados para o problema e integrando as equipes de prevenção.

a) O dependente espera ansioso o término do expediente de trabalho para beber ou usar outros tipos de drogas, se bem que muitos fazem isto no trabalho, por não aguentarem muitas horas em abstinência, conforme for o seu grau de dependência.

b) São poucos os dependentes químicos que não se tornam violentos ou com outras alterações de condutas e comportamentos, dependendo da droga usada, tempo e grau de dependência.

c) Não imagina, por exemplo, um pai de família chegando a casa sob o efeito de álcool ou outras drogas, repetindo isto todos os dias, já há alguns anos, e que certamente, não é um quadro bom de ver, mas é sentido diariamente pela esposa e filhos que, assustados, não sabem o que fazer ou em que lugar recorrer.

d) Não percebe que sempre a família é mais visada, pois ali o dependente, involuntariamente, se torna “poderoso e agressivo”, devido à vulnerabilidade aos seus ataques e desabafos.
Embora o dependente sinta-se culpado no dia seguinte, haja vista que ele não queria ter feito o que fez, mas pelo estado em que se encontrava devido à dependência, não pode evitar: a sua crítica e percepção estavam comprometidas pela doença.

e) A vida na casa de um dependente de álcool ou outras drogas é norteada de crises, na qual o respeito cede lugar ao medo abrangendo todos os seus integrantes, pois os filhos sofrem sérios problemas psicológicos, não vão bem à escola, se auto discriminam e são discriminados por seus amigos.

f) Não há como avaliar os danos emocionais e materiais sofridos pela família do dependente químico. Para finalizar, o empregador ignora que ele também passa por problemas semelhantes com este funcionário, que pode trazer danos morais e/ou materiais à empresa, pois intoxicado, é capaz de provocar, por exemplo, acidente com veículo da empresa ou recepcionar mal um cliente, denegrindo a imagem da mesma.

No capítulo em que foi abordada a negação da família, observou-se a dificuldade da mesma em pedir ajuda especialmente ao empregador.  Igualmente quando ela vai à busca de outros recursos, o drama continua, pois à instituição especializada, em tratamento de dependência química, na qual peça ajuda, o médico, psicólogo ou psiquiatra certamente indicará o internamento como possibilidade de tratamento, se o caso for grave, ainda assim, a família - por medo, insegurança, culpa vergonha - resiste a esta orientação.

Por isso o dependente chega a um hospital ou em clínicas de serviços especializados com o estado de saúde já crítico, pelos motivos já expostos aqui.  Em função disso, é visto a grande importância de um programa de prevenção ao álcool e drogas nas empresas.

QUANDO A ÉTICA TEM QUE FUNCIONAR

Não importa a forma, mas o dependente químico precisa ser ajudado. Isto é ético.

Tem-se, por exemplo, uma pessoa que esteja se afogando em alto mar, um salva-vidas nada até a vítima, estuda a situação e chega à conclusão que o único jeito de trazê-la a terra firme será desacordando-a, com uma técnica especial que foi ensinada a este profissional, pois o afogando está se debatendo e impedindo a sua ação salvadora. Feito isto ele nada com a pessoa para a terra, salvando-a.

Existe um processo aético nisto?

Crê-se que não.
Então, deve-se usar o mesmo procedimento ao dependente em crise, porque neste momento ele está sem crítica e percepção do risco e perigo que corre todavia se não há ajuda tem-se aí uma atitude não ética.

Por isso, aconselha-se ao empregador que tome atitudes firmes com seus empregados com o problema, a fim de ajudá-los e encaminhá-los a um tratamento para mais tarde estes poderem lhes agradecer, como geralmente acontece.

O MOMENTO DE AJUDAR O DEPENDENTE QUÍMICO

Muito embora haja exceção, o dependente não procura ajuda espontaneamente.  Mesmo nas exceções pode ser uma conduta manipulatória, ele “aceita” se tratar, mas somente para agradar a empresa ou a família.

Há sinais, embora bastante imperceptíveis, pelo dependente em pedir ajuda, que podem ser reais, contudo, somente uma equipe bem treinada, na empresa, perceberá se estes sinais são verdadeiros ou manipulatórios, pois existe uma negação maciça do indivíduo em aceitar a sua dependência, quer seja do álcool ou de outras drogas, pela própria natureza da doença: o paciente não se sente doente.

Deve-se saber que a negação é um dos sintomas da dependência química e geralmente está muito crônica na pessoa, porém o pedido de socorro vem de algumas formas tais como: “só vou para um tratamento, morto”, “levem-me se forem capazes”, “quando eu sair eu sumo de casa”, entre outras. É óbvio que ele não está falando bem isto, mas por experiência do terapeuta que trabalha com prevenção e tratamento, o dependente está pedindo auxílio, indiretamente, e aí é a hora de ajudá-lo, realmente, quer seja na empresa ou na família.