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PORQUE O SER HUMANO FAZ O USO DE DROGAS E SE TORNA UM DEPENDENTE QUÍMICO?


Os estudos relacionados á dependência química a cada dia que passa tem se tornado maior e por mais que as pessoas especializadas em dependência química busquem soluções para ela, aparentemente ainda estamos bem longe de chegar a um denominador comum e resolver essa questão que vem ceifando vidas cada vez mais e mais.

Conseguimos identificar uma enormidade de fatores que induzem o ser humano a fazer o uso de drogas, porém cada um, por uma questão diferente, um do outro, faz o consumo.

Tentaremos nessa matéria identificar o máximo possível ás diversas razões de o porquê do ser humano fazer o uso de drogas e consequentemente se tornar um dependente químico.

Primeiro gostaria de ressaltar que as pessoas não fazem o uso e consumo de drogas pelo mesmo motivo, e ao contrário do que muita gente fala, os dependentes químicos não são iguais, portanto o fator que leva o depende “A” ao uso não é o mesmo que leva o dependente químico “B”.

Existe um erro muito grande por parte de muitos terapeutas de dependência química onde generaliza o dependente, tratando a todos da mesma forma. A questão da dependência química por ser individual deve ser tratada de forma individual, avaliando sistematicamente o individuo, verificando todo um histórico de formação de caráter e personalidade, avaliando todo o seu histórico de vida e entendo profundamente o seu comportamento com relação as suas emoções e sentimentos.

Quando fazemos a pergunta “PORQUE O SER HUMANO FAZ O USO DE DROGAS E SE TORNA UM DEPENDENTE QUÍMICO?"...

Temos que, em um primeiro momento entender que isso ocorre porque as drogas existem no mercado.

Se elas não existissem logicamente não haveria o consumo. Daí vem á argumentação:

Se as autoridades sabem dessa questão, então porque elas existem?

É claro que está em jogo uma série de interesses, pois, não tenho dúvidas que se realmente houvesse um intenso combate a plantação, produção, industrialização, transporte, comércio e consumo de drogas, o cerco se fecharia e assim as drogas não estariam transitando com tanta facilidade no meio da população.

É um absurdo o que vemos acontecer, ao invés de reforçarem as leis para coibir o uso de drogas, vemos leis serem aprovadas para descriminalizar as drogas, tornando assim, mais fácil o consumo. E o pior de tudo é que estão criando brechas para os plantadores, industrializadores e traficantes, dando á eles a opção de argumentarem que são dependentes químicos e que aquilo que fazem é para consumo próprio.

A partir do momento em que as drogas existem no mercado, e pelo que observamos vão continuar existindo, também é logico que continuará existindo o consumo, sendo assim, temos que partir para uma outra opção, afim de que o ser humano não faça mais o consumo.

Se tivéssemos uma política de PREVENÇÃO ao uso de drogas, onde as pessoas fossem informadas dos prejuízos que o consumo de drogas traz para o individuo, com certeza menos pessoas se iniciariam no uso, e mais pessoas deixariam de usar.

Mas o que acontece na verdade é exatamente o oposto. Já citamos a descriminalização das drogas, e a questão vai ainda mais longe.

Perceba as propagandas veiculadas nos veículos de comunicação, o quão grande é incentivador as pessoas fazerem o uso de bebidas alcoólicas, e saiba que o álcool é a porta principal de entrada para o uso das demais drogas.

Analisem os diversos programas de televisão, os filmes e as novelas, também da mesma forma incentivam ao consumo de drogas. “Não só as drogas, como, adultério, prostituição, homossexualismo, etc.”.

Se pararmos para ouvir bem e prestar atenção, perceberemos que existe uma variedade de músicas que tocam abertamente em qualquer horário do dia, em que fazem apologia ao uso e consumo de drogas.

Não temos nas escolas nenhuma política de prevenção ao uso de drogas, porém temos traficantes dentro e nos portões da maioria das escolas do mundo.

Nosso governo investe muito pouco dinheiro em Politicas de Prevenção ao uso de Drogas (não entendo o porquê, pois ele gasta muito mais com os benefícios que paga para os dependentes químicos afastados por auxílio doença, bem como com o atendimento e tratamento de usuários de álcool e drogas na rede publica de saúde).

Não existe hoje a devida repreensão ao consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, a lei existe, nem todos cumprem, e os responsáveis de fazerem essa lei ser cumprida não fazem a devida fiscalização, e muito menos punem com rigor os infratores.

Também temos a lei de que não se pode dirigir um veículo após ter ingerido uma certa dosagem de bebidas alcoólicas, porém, também não funciona, alias, funciona para o pobre, mas não deveria ser assim, as leis são criadas para todos e não somente para alguns. Assim a própria polícia também não segue com rigor e não aplica a lei de forma correta.

Os fatores acima contribuem para que o ser humano faça o uso e consumo de álcool e outras drogas, porém isso foi só o começo.

Comecei com a questão da PREVENÇÃO, pois sabemos que prevenir é melhor que remediar, mas não existe muito interesse daqueles que poderiam fazer esse trabalho.

A questão da PREVENÇÃO ao uso de drogas não deve ser somente atribuída ao governo.

Se as empresas privadas e as instituições religiosas se unissem nessa causa, a ação seria também muito grande e os resultados seriam bastante satisfatórios.

Mas as empresas não fazem PREVENÇÃO, pois comprometeria a produção. Imagina ter que mandar o funcionário parar de produzir para participar de palestras de prevenção, o prejuízo seria enorme. Mas o empregador não considera o “quanto” ele perde por ter um funcionário dependente químico, não considera os riscos de acidentes de trabalho, as brigas e discussões, o mau atendimento do empregado, as faltas, atrasos, indenizações, etc.

Também fica difícil do empregador fazer PREVENÇÃO ao uso de drogas, se ele mesmo faz o uso.
As instituições religiosas também não dão muita atenção, pois fazem em suas festas o comércio de bebidas.

Se fizerem um trabalho de PREVENÇÃO ao uso de álcool e outras drogas, como venderão bebidas alcoólicas em suas festas e quermesses?

Percebem como sempre a um jogo de interesses e o ser humano vai ficando vulnerável ao álcool e outras drogas.

Não sei se posso dizer que há um descaso da sociedade com o dependente, mas esse é meu ponto de vista e gostaria muito que não fosse assim.

As pessoas comuns da sociedade olham de maneira marginalizada para o dependente químico e alcoólico, e se esquecem de que é um problema de saúde reconhecido pela OMS Organização Mundial da Saúde, além de ser um problema social e educacional.

Se pararmos para pensar os diversos motivos que levaram uma determinada pessoa a chegar ao ponto de se tornar um dependente, admitimos então, que não se trata de um simples caso de falta de vergonha na cara como na maioria das vezes é associada.

Pobreza:
Na grande maioria dos casos o dependente é de família pobre, é muito mais fácil e rentável para o jovem trabalhar no tráfico de drogas e assim também fazer o uso, do que conseguir arrumar um emprego.

Existe um grande número de crianças abandonadas por todo o mundo e uma vez que a parte boa da sociedade não as abriga, automaticamente são engolidas pela parte ruim onde fazem parte já um grande número de dependentes.

Os locais de moradia das pessoas menos favorecidas (pobres) não recebem a devida segurança ao qual é o direito de todo cidadão, facilitando o acesso de traficantes e dependentes.

As pessoas menos favorecidas (pobres) infelizmente sofrem com discriminação por parte da sociedade, não tendo acesso a determinados locais de lazer, educação e cultura.

Em alguns casos é mais fácil conseguir droga ou álcool do que alimento, muitas crianças iniciam-se nas drogas por passarem fome.

Por não terem estrutura familiar, educacional e social o individuo muitas vezes inicia-se na droga ou álcool por se sentir rejeitado, discriminado e humilhado.

Más companhias:

Por falta de acompanhamento familiar, por estar vulnerável devido ao local em que reside, por não haver o devido controle dentro e fora das escolas, por discriminação social ou racial, o indivíduo encontra em grupos ou tribos, pessoas que o acolhem oferecendo aquilo que ele não obteve aonde mais precisava.

Falta de incentivo aos estudos:

Até hoje eu não consegui entender porque o pobre começa estudar em uma escola pública e tem que terminar em uma universidade paga (quando consegue), enquanto o mais privilegiado financeiramente inicia em uma escola paga e termina em uma universidade pública.

Devido muitas vezes os pais terem que trabalhar fora, não acompanharem devidamente seus filhos, pelo fato de as crianças pobres não terem livre acesso a locais de cultura e lazer, por não terem condições de lazer e diversão, eles deixam de estudar para buscar essas coisas nos momentos em que os pais não estão próximos.

Contato direto com álcool, drogas, traficantes e usuários dentro e nas proximidades dos colégios: é muito comum dentro e nas proximidades dos colégios a droga transitar livremente e com fácil acesso por todos.

Interessante é saber que mesmo todo mundo sabendo disso, ninguém faz nada.

Importante:
A dependência química deveria ser matéria obrigatória dentro das escolas, explicando os males que ela traz para o indivíduo, á família e á sociedade.

Os responsáveis pela educação deveriam contratar pessoas dependentes e que se recuperaram para fazerem palestras de prevenção contra álcool e drogas, em todas ás escolas do país, com certeza o número de pessoas que iniciam na droga ou no álcool seria bem menor, bem como os usuários também.

Discriminações e preconceitos:

Jovens, adolescentes e crianças, são discriminadas a todo momento devido a sua condição social, cor, raça, estado de origem, credo religioso, defeitos físicos, etc., não são aceitas na sociedade como um ser humano, e o pior de tudo é que a discriminação e o preconceito hoje é lição de casa dentro de grande parte das famílias brasileiras, principalmente por aquelas que não sabem o que é passar fome ou não ter aonde dormir.

Falta de emprego: 

Faltam projetos sociais aonde incentive o jovem e o adolescente a estudar em um período do dia e no outro estagiar em alguma empresa aonde possa receber um salário e aprender uma profissão.

Essas condições infelizmente são oferecidas á uma parte da sociedade mais bem sucedida.

Como o jovem pode começar a trabalhar se não existe nenhum programa de profissionalização e muito menos de incentivo?

O país caminha para um futuro caos em mão de obra, pois as empresas não oferecem oportunidades aos jovens e discriminam quem tem um pouco mais de 40 anos.

Porque uma criança, adolescente e jovem inicia o uso desta ou daquela substância?

Infelizmente vemos que normalmente as pessoas iniciam o uso por:

A falta de atenção e amor dos pais para com o indivíduo, as constantes discussões entre os pais, a agressão familiar, a falta de compreensão, as regras e normas impostas (muitas vezes de forma excessiva), o excesso de liberdade, os locais e pessoas com aos quais os pais se relacionam, o excesso de cobrança de resultados nos estudos e no trabalho, o excesso de mimo, o uso de álcool e drogas dos próprios pais, são fatores que normalmente fazem com que haja fuga do indivíduo para grupos sociais onde a droga e o álcool são as “soluções dos problemas”.

Muitos pais dão ao jovem ou adolescente a condição de tomar as suas próprias decisões e se comportarem da maneira que pensam com relação ás pessoas e a tudo o que o mundo oferece. Porém se esquecem, que o adolescente ou jovem é imaturo, ainda não conseguiu formar opinião própria e se deixam facilmente serem influenciados por opiniões e atitudes de outras pessoas, espelhando-se em indivíduos que aparentemente são felizes agindo de forma de que, tudo pode, tudo convém e nada lhes é proibido.

Os pais devem tomar muito cuidado com relação á liberdade atribuída aos filhos, ela não pode ser demais, porém também não pode ser de menos, A conversa franca, honesta e muito diálogo, são fundamentais no desenvolvimento dos adolescentes e jovens. Os pais devem formar as opiniões dos filhos, caso contrario, outras pessoas a formarão, e pode ser que seja um traficante ou usuário de drogas, ladrão, pedófilo, prostituta, estuprador, desocupado, delinquente, alcoólatra, etc.

Hoje infelizmente dentro de nossas casas é comum ter bebida alcoólica, é comum os filhos verem os pais se divertindo bebendo em festas, viagens, churrascos, encontro familiar ou com amigos. A cabeça de uma criança diante dessa situação associa que o álcool é bom, pois os pais estão sempre alegres e felizes quando bebem, daí a curiosidade de experimentar e quando vai se dar conta já é um alcoólatra.

Outros pais totalmente desinformados têm o habito de levar seus filhos á bares, acostumando-os desde pequenos ao ambiente do bar, e o que se aprende de pequeno se põem em prática quando adulto.

Alguns pais até chegam a molhar o bico da chupeta de crianças em cervejas, aguardente ou vinhos, em champanhe em festas de fim de ano, despertando desde a infância a disposição do indivíduo a fazer o uso do álcool.

Muitos pais quando descobrem que seus filhos estão fazendo o uso de drogas ou bebendo demais, normalmente condenam os filhos, chegando até a agredi-los verbalmente e fisicamente, mas se esquecem, que tudo isso começou do incentivo que eles ”os próprios pais” deram á seus filhos durante a sua infância.

É também comum, jovens iniciarem o uso de álcool e drogas após separações de seus pais, o jovem não entende a separação, assimila um sentimento de perca, do pai ou da mãe, se sente solitário, desprotegido, triste, infeliz, angustiado, depressivo, rejeitado, e assim fica vulnerável, buscando consolo e apoio na sociedade externa, amigos de escola, trabalho, lazer, porém na sua condição deplorável não é aceito no grupo de pessoas alegres e felizes, mas é aceito no grupo dos derrotados, e uma vez no grupo dos derrotados, se torna também um.

No mundo em que vivemos onde o individualismo prevalece, ás pessoas perderam a intenção de viver em pró do bem comum, tornando-se egoístas, orgulhosos, materialistas, amantes do dinheiro e do poder. E, é essa a educação que em muitos casos o jovem/adolescente recebe de seus pais. Nessa educação os valores da família não são preservados, os valores do bem comum muito menos, a educação religiosa é esquecida e os jovens/adolescentes se frustram com o ser humano, pois devido à imaturidade não compreendem os verdadeiros valores da existência.

Os jovens/adolescentes, desde cedo, dentro mesmo de sua própria casa percebem que, a paz, a harmonia e o amor não são tão primordiais como o sucesso financeiro e materialista, ficando assim devido a sua fragilidade expostos a tudo o que o mundo lhes oferece.

É importante ressaltar que uma educação religiosa ajuda e muito a compor uma personalidade positiva para cada indivíduo, pois tudo que é ensinado dentro de uma igreja é de grande proveito pessoal, familiar e social, pois os verdadeiros valores de amor, humildade, caridade, perdão e paz são revelados pelos ensinamentos religiosos.

Partimos agora para outra questão importantíssima relacionada ao motivo pelos quais as pessoas fazem o uso de drogas:

PROBLEMAS SENTIMENTAIS E EMOCIONAIS

O ser humano é muito vulnerável as questões emocionais e sentimentais, e muitas vezes não consegue lidar com esses problemas, fazendo então o uso de álcool e outras drogas, mascarando de alguma forma suas emoções e sentimentos.

As drogas então se tornam uma verdadeira válvula de escape para o ser humano, que no momento em que faz o uso, de alguma forma se sente aliviado, pois o álcool e as drogas a partir das substâncias que são liberadas no cérebro como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina geram sensação de alívio e prazer.

Porém, os efeitos dessas substâncias passam e o problema não, a partir daí o ser humano começa a fazer o uso repetitivo das substâncias a fim de voltar a sentir novamente as sensações de alívio e prazer.

Com o uso repetitivo o organismo humano começa então criar tolerância á droga utilizada, exigindo que a pessoa aumente a quantidade a ser ingerida.

Após o organismo criar a tolerância e com o aumento no consumo desenvolve-se então no indivíduo a DEPENDÊNCIA QUÍMICA.

As questões emocionais e sentimentais que induzem o ser humano a fazer o uso de drogas são das mais variadas possíveis, portanto damos aqui alguns exemplos de sentimentos e emoções que normalmente fazem com que a pessoa comece a fazer o uso de drogas.

Depressão, tristeza, desanimo, negação própria, negação por parte de terceiros, ficar ansioso, estressado, angustiado, ter solidão, preocupação, frustração, desilusão, decepção, traição, timidez, rejeição, ser humilhado ou criticado, auto piedade, ter lembranças ruins, ciúmes, inveja, raiva ou ressentimento, ódio, nervosismo, tédio da vida, sentir-se incapaz de realizar algo, sentimento de perca, falta de aceitação, falta de perdão próprio, dificuldade em perdoar a terceiros, desilusão amorosa, euforia, alegria, paixão em excesso, etc.

Também temos as pessoas que iniciam o suo de drogas devido as mais diversas situações difíceis que a vida oferece, ou situações difíceis do dia a dia de qualquer ser humano, como:

Compromissos, reuniões sociais, reunião de trabalho, negócios, falar em público, falar com estranhos, falar com o chefe, desentendimentos ou discussões, desentendimento familiar, iniciar relacionamento amoroso, terminar relacionamento amoroso, ficar em companhia de pessoas que usam drogas ou álcool, doença ou morte, acidentes, notícias ruins, problemas financeiros, etc.

Em outros casos pessoas fazem o uso de álcool e/ou drogas por situações de diversão e prazer:

Festas, euforia, alegria, ficar exaltado, estar em momentos de alegria com amigos que bebem e usam drogas, receber boas notícias, dinheiro, estar apaixonado, sexo, pratica de esportes, viagens, fins de semana e feriados, férias, etc.

Outros começam o uso por:

Problemas físicos ou psicológicos, insônia, problemas sexuais, dores físicas, doenças próprias, doenças de familiares, sono, cansaço, solidão, pensamentos desagradáveis, medo de sair á rua, ociosidade, etc.

Uma das questões principais para a pessoa iniciar o uso de drogas deve-se também aos traumas de infância, como:

Ter sofrido descriminação da sociedade, da família ou no colégio, por o seu nascimento ter sido indesejado pelos pais, morte de alguém que amava muito, ter sido espancado pelos pais, ter sido espancado por terceiros, ter pais usuários de álcool e drogas, abuso sexual, ofensa moral, desilusão amorosa, por ter se sentido inferior ou mais pobre que os demais, por ter sido abandonado pelo pai ou pela mãe, por não ter se sentido amado, por ter se sentido excluído, por ter vivido na miséria, por ter pais que foram presos, por ter pais contraventores da lei, etc.

Temos que admitir também que existem questões psiquiátricas que podem levar uma pessoa ao uso de álcool e drogas, e somente com um bom profissional fazendo o devido acompanhamento clínico é que se obtém resultados satisfatórios na recuperação.

Vale lembrar que pessoas também fazem o uso de drogas com a intenção de permanecer mais tempo acordado e outras fazem até para emagrecer.

Enfim, temos uma infinidade de motivos ao qual leva uma pessoa a fazer o uso de álcool e drogas, apenas identificamos alguns casos, porém, muitos outros motivos existem e baseado nessa questão é que afirmamos que a dependência química deve ser tratada de forma individual, pois somente assim poderemos verificar realmente os motivos que levaram a pessoa a começar a fazer o uso de alguma substância entorpecente e consequentemente torna-la um dependente químico.

Vale lembrar que a dependência química não tem cura, mas, tem controle, e quanto antes a pessoa iniciar um tratamento mais fácil será dela se libertar do vício.

Apresentação de Palestra sobre Prevenção ao uso de álcool e outras drogas.


Abaixo apresentamos em power point, material utilizado em Palestras para Prevenção ao uso nocivo de álcool e outras drogas, com informações dos mais variados tipos de drogas, bem como as consequências que elas podem ocasionar na vida do usuário, considerando os aspectos familiares, sociais, profissionais e suas consequências na saúde.

Obs: Informações de como adquirir as Apresentações no final da página.

1) PALESTRA SOBRE PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE ÁLCOOL E DROGAS

São abordadas as drogas Alucinógenas, Estimulantes e Depressoras do Sistema Nervoso Central. 


2) PALESTRA SOBRE PREVENÇÃO AO USO DE CRACK -  Droga Estimulante do SNC



3) PALESTRA SOBRE PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ALCOOLISMO PARA JOVENS E ADULTOS



4) E- BOOK - COMO PARAR DE BEBER E USAR DROGAS


COMO ADQUIRIR ESSAS APRESENTAÇÕES E O E-BOOK

Faça a sua solicitação através do e-mail - alcooledrogas@pragadomilenio.com

Tratamento do crack: um dos mais complexos


Autora: Cleuza Canan

Tratamento do crack: um dos mais complexos

O tratamento do crack exige muito mais do que o tratamento de recuperação de dependentes de outras drogas, em razão dos prejuízos que causa.

O crack é uma das drogas mais prejudiciais da atualidade. Sua fabricação é a partir da mistura da pasta base de cocaína, refinada com bicarbonato de sódio e água.

A mistura é falsificada com o acréscimo de cal, cimento, querosene e acetona para aumentar o volume, o que a torna ainda pior, exigindo que o tratamento do crack seja mais complexo do que o tratamento de outras dependências.

Quando aquecido, o crack faz a separação das substâncias líquidas das substâncias sólidas e, nesse caso, as líquidas são descartadas, enquanto que as sólidas são convertidas nas pedras que são vendidas para serem fumadas e absorvidas através de um cachimbo, fazendo com que o usuário possa ingerir todas as substâncias presentes na mistura.

Como se trata de droga inalada, o tempo de ação e o poder de causar dependência são muito mais rápido, e é isso exatamente o que torna o crack uma das drogas mais poderosas da atualidade.

Um usuário de crack leva apenas 10 segundos para sentir os efeitos, demonstrando euforia e excitação, com os batimentos cardíacos acelerados e respiração mais rápida e curta. Contudo, os efeitos do crack também são bastante rápidos, deixando o usuário depressivo, sentindo delírios e a fissura por uma nova dose.

O crack chega a ser até sete vezes mais potente do que a cocaína, sendo, portanto, mais prejudicial do que a droga que lhe deu origem. Ela apresenta um poder assustador para desestruturar uma pessoa, agindo em prazo bastante curto e criando uma dependência psicológica das mais graves, o que vai exigir que o tratamento do crack também seja mais severo.

Quando o usuário utiliza pela primeira vez o crack, sente algo como se fosse um estalo no cérebro, ou um “tuim”, como se diz na linguagem dos usuários. No entanto, esse “tuim” já não acontece na segunda vez. Os neurônios começam a ser lesionados e o coração entra em descompasso, batendo a até 240 vezes por minuto, levando o usuário ao risco de hemorragia cerebral, de alucinações e delírios, de fissura, de convulsões e infarto agudo e, em alguns casos, até à morte.

Problemas físicos provocados pelo crack

Com o uso do crack, o usuário começa a ter desfragmentação dos pulmões e consequentes problemas respiratórios, como congestão nasal, tosse persistente e expectoração de um muco negro.

Além disso, também passa a apresentar dores de cabeça, desmaios e tonturas e, em razão da falta de apetite, começa a emagrecer, mostrar-se pálido e sentir nervosismo.

O dependente da droga, quando precisa passar pelo tratamento do crack , vai apresentar também taquicardia, aumento da pressão arterial e intensa transpiração.

Passa a não cuidar mais da própria aparência e higiene e normalmente traz queimaduras nos lábios, no rosto e na língua, por causa da proximidade da chama do isqueiro quando acende a pedra.

Na mulher, o crack provoca abortos e nascimentos prematuros e o bebê, quando sobrevive, terá um cérebro de tamanho menor e chora de dor quando é tocado ou quando exposto à luminosidade. No seu desenvolvimento, vai demorar mais para fazer as coisas mais simples, como andar e falar, tendo maior dificuldade também no aprendizado.

Uma pessoa normal tem os impulsos nervosos convertidos em neurotransmissores, como a dopamina, por exemplo, que são liberados nos espaços entre as sinapses. Os neurotransmissores são recapturados quando a informação é transmitida. Em usuários de crack o mecanismo se encontra alterado.

O crack bloqueia o processo de re-captação dos neurotransmissores, deixando uma concentração acima da média de dopamina no cérebro, situação que vai estimular ao extremo os receptores, gerando a sensação de euforia provocada pela substância. Contudo, essa euforia dura menos do que o usuário deseja, já que os receptores se ajustam às necessidades do sistema nervoso central, reduzindo sua emissão. Assim, as sinapses também se tornam mais lentas, e isso vai comprometer todas as atividadescerebrais, provocando problemas físicos.

Como é feito o tratamento do crack

O tratamento do crack é bastante complexo, precisando de assistência multidisciplinar capacitada, inclusive com apoio da família e sob orientação médica, além da necessária força de vontade por parte do dependente. Mesmo assim, embora seja bastante difícil, o usuário pode se livrar da droga e se recuperar.

O tratamento do crack pode exigir internação compulsória ou involuntária, atendimento médico e psiquiátrico, tratamento ambulatorial e conscientização do usuário.

Tudo, no entanto, vai depender do diagnóstico médico e da avaliação por parte de um psiquiatra, que poderá diagnosticar o nível de gravidade da dependência, quais são os sintomas de abstinência e se o usuário é portador de doenças psíquicas ou clínicas.

Nesse caso, nem sempre se pode contar com a boa vontade do dependente para levá-lo ao tratamento do crack . Em primeiro lugar é necessária uma abordagem médica, em um ambiente que seja familiar ao paciente, onde ele possa se sentir protegido.

Em certos casos, pode ser necessária a internação compulsória, mas sempre é preciso fazer uma avaliação individualizada, além do que, na internação compulsória para o tratamento do crack é preciso solicitar autorização judicial.

Antes de ser encaminhado para o tratamento do crack , no entanto, o dependente  deve passar por uma avaliação médica para diagnosticar possíveis doenças, como a AIDAS ou outras doenças contagiosas e sexualmente transmissíveis, além de tuberculose e pneumonia.

Caso ele seja portador, o tratamento vai exigir cuidados ainda maiores, devendo ser acompanhado a maior parte do tempo para não apresentar uma crise de abstinência mais severa.
Para alguns dependentes pode ser necessária uma medicação adequada para livrá-lo da síndrome da dependência, ao mesmo tempo em que se aplicam as terapias necessárias para mantê-lo com saúde e com a mente livre do crack.

É importante lembrar que, durante o tratamento do crack ou mesmo após a recuperação do dependente, a recaída é um fato comum. Por isso, é necessário fazer um acompanhamento constante, mesmo depois de sua liberação de uma clínica de recuperação.

Existem medicamentos que podem manter o controle dos sintomas de abstinência, mas esses medicamentos devem ser administrados de forma controlada, principalmente para que o usuário não troque uma dependência por outra. O que é preciso fazer é que o usuário possa manter a mente livre dos efeitos, muitas vezes suportando a crise de abstinência.


O tratamento do crack pode levar muito tempo e exigir muitos cuidados. O paciente deve ser conduzido de forma a entender que pode escapar do submundo das drogas e tornar-se novamente uma pessoa normal, participante e integrante de uma sociedade que o respeita e que quer ver o seu bem.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA - A PRAGA DO MILÊNIO


“ÁLCOOL E DROGAS” – A PRAGA DO MILÊNIO

O termo utilizado “A PRAGA DO MILÊNIO” acredito ser a melhor maneira para demonstrar o quanto o Álcool e as Drogas tem o poder de destruir á aqueles que infelizmente se contaminam com essa praga.

A praga da dependência química ainda não é tratada com tanta seriedade entre os órgãos governamentais de saúde e educação, não oferecendo á população informações do quanto ela é prejudicial á saúde, á família e á sociedade.

Se tivéssemos maior atenção desses órgãos com certeza o índice de dependentes químicos e alcoólicos diminuiria consideravelmente e o índice de pessoas recuperadas seria bem maior.

Todos os delitos sociais de uma forma ou de outra estão ligados ao uso de álcool e drogas, como por exemplo: assaltos, roubos, estupros, homicídios, vandalismo, brigas, agressões, prostituição, sequestros, tráfico de armas, tráfico de drogas etc.

Sem contar com a destruição social, profissional, familiar e moral do indivíduo que por muitas vezes por falta de AJUDA não encontra informações e meios para se recuperar de sua dependência.

O ponto mais crítico da dependência sem duvida nenhuma é o desmoronamento familiar. Casamentos sendo dissolvidos não só devido á dependência, mas também ao que a dependência leva o indivíduo a fazer, como: Violência familiar, entre elas discussões, brigas, agressões, assassinatos, adultérios, falência financeira, desentendimentos entre marido e mulher, pais, irmãos e todos os membros da família.

Com a dependência do indivíduo todos de sua família ficam doentes também, são chamados de CÔ-DEPENDENTES, pois em função do indivíduo dependente se tornam também vitimas das consequências causadas pelo álcool e as drogas.

Assim na condição de doentes também não conseguem mais ajudar o dependente, pois passam também a precisarem de ajuda, espiritual, psicológica e muitas vezes psiquiátrica.

Por falar em psiquiátricas, convém informar que a dependência química nem sempre deve ser tratada com remédios, pois nem sempre a substituição da droga resolve o problema da dependência, porém existem casos que realmente há necessidade de remédios, isso deve ser avaliado por um profissional capacitado que realmente esteja interessado em clinicar corretamente o individuo, sem interesses particulares para essa ou aquela instituição.

Muitas clínicas de recuperação adotam os seus tratamentos administrando remédios para seus pacientes, talvez por falta de conhecimento individual da doença ou por facilitar os meios de conservar o dependente em tratamento.

A melhor maneira de ajudar um dependente é em primeiro lugar AMANDO-O, entender que ele é doente e precisa de ajuda.