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AS DROGAS MAIS COMUNS

EFEITOS E REPERCUSSÕES BIOPSICOSSOCIAIS

ÁLCOOL

Obtido a partir da cana-de-açúcar, frutas ou cereais, através de um processo de destilação ou fermentação. O álcool em pequenas doses traz à pessoa desinibição, euforia, perda parcial da crítica e percepção
.
Já em doses maiores vêm uma sensação de anestesia e sonolência.

Os sintomas para o dependente de álcool são bastante desagradáveis: tremores pela manhã, suor abundante, tonturas, aparecem agressividade, diminuição da capacidade de atenção, concentração, o que aumentam em muito os riscos de acidentes no trabalho ou fora dele. Independente das doenças psíquicas ocasionadas pelo álcool, fisiologicamente vão aparecendo vários problemas de saúde: cirrose hepática, pancreatite, esofagite, problemas cardíacos, polineurite (dores nos membros superiores e inferiores), impotência sexual, atrofia cerebral (diminuição do cérebro), dentre outros danos físicos e mentais.

No trabalho, aparecem os absenteísmos, atrasos, apresentação constante de atestados médicos, situação financeira sempre comprometida (por retiradas constantes de “vales”), uso excessivo do álcool no horário de almoço e nas festas de confraternização patrocinadas pela empresa.

MACONHA
(TETRAHIDROCANABINOL)

Esta substância é extraída da planta cannabis sativa, os seus efeitos vão sendo observados por euforia excessiva, relaxamento, falta de percepção de tempo e espaço, falar ou se justificar em demasia, fome intensa, taquicardia, palidez, olhos avermelhados (uso contínuo de colírios), pupilas dilatadas e secura na boca.

No trabalho são comuns os prejuízos da atenção e da memória para fatos recentes, podendo vir com o uso contínuo: alucinações visuais e auditivas, e o excesso do uso podem trazer: ansiedade intensa, estado de pânico, paranoia e, por outro lado, desânimo generalizado, sendo assim aumenta-se o risco de acidentes de trabalho.

COCAÍNA

Extraída da folha de coca, planta encontrada na América do Sul, seu uso mais comum é cheirada ou injetada.  No início o usuário tem a sensação de poder, excitação e euforia. Estimula a atividade física e mental, diminui o cansaço e a fome, o usuário vê o mundo fantasioso, com muita intensidade (ilusória).

Porém, com o consumo, já dependente, complicações sérias começam a aparecer: taquicardia, dilatações das pupilas, suor excessivo e pressão arterial alta, seguida de insônia, ansiedade, paranoia, sensação de medo e pânico, irritabilidade e agressividade.  É comum surgirem complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais.

A cocaína causa derrames microvasculares cerebrais que até podem passar despercebidos ao indivíduo, mas não se quando coincidentemente atingem uma região nobre do cérebro, e aí pode haver complicações graves em nível de psicomotricidade (movimento, fala audição e visão).
No emprego aparece: oscilação do humor, problemas com outros colegas, produtividade desigual com o passar do tempo. Além do uso, pode fazer tráfico -como acontece com outras drogas - no próprio local de trabalho.  Furtar o empregador, absenteísmo e atrasos, assim como saídas rápidas faz parte da conduta do dependente de cocaína.

CRACK

O crack é praticamente a cocaína, somente com roupagem diferente, deriva-se da própria pasta básica da cocaína, transformada em pequenas pedras quando misturada com bicarbonato de sódio.  O nome lembra o som das pedras queimando, numa espécie de cachimbo que o usuário faz para consumi-las (fumando como os fumantes de cachimbo). Pode-se dizer que os danos causados à saúde dos usuários pelo crack são triplicados em relação aos danos da cocaína, tornando-os rapidamente dependentes.  Os efeitos desta droga são os mais devastadores possíveis: emagrecimento muito rápido pela perda do apetite, comprometimento sexual, personalidade deteriorada, isolamento social e marginalidade.  O usuário do crack vende tudo o que é seu, dos parentes, e até roubam ou matam se for preciso na ânsia de conseguir dinheiro para comprar a droga.

É uma droga muito perigosa quando chega aos locais de trabalho, sendo o problema dificílimo de lidar pelo empregador.

LSD
(Ácido lisérgico)

Mais comumente vendido em cápsulas, comprimidos ou em pedaços de papel absorvente. Pode ser usado por via oral ou injetado na veia.

O Ácido Lisérgico (LSD) é um potente alucinógeno, não tendo cor nem sabor.  O usuário, na alucinação, acredita que pode voar ou andar sobre as águas. Os efeitos se iniciam de 30 a 60 minutos após o uso, e atingem o pico em 90 minutos, durando de 6 a 12 horas.

No local de trabalho, apresenta fraqueza, tontura, uma série de alterações fisiológicas constituídas por condutas de euforias e alucinações.  Como no crack, é difícil a intervenção de ajuda com estes indivíduos.

ECSTASY

Muito conhecida como a “droga do amor”, mas que não tem o efeito afrodisíaco que se apregoa.  Além de ser estimulante, tem também efeito alucinógeno, o que é duplamente perigoso.
Com o estômago vazio, os efeitos aparecem de 20 a 60 minutos após a ingestão dos comprimidos, e podem durar por 6 a 8 horas.

Com o uso, o indivíduo sente intensa felicidade, sensação de leveza e segurança, e aumento da “sociabilidade e sensualidade”.  Há aumento da temperatura corporal (até 42 graus), sede intensa (desregula o sistema diurético), e sensação de eletrificação da pele.  A combinação da droga com a música determina a vontade de tocar as pessoas.  A dança vira um transe semelhante aos experimentos em rituais tribais ou em primitivas cerimônias religiosas.

Numa festa de confraternização, da empresa, esta droga pode causar situações desagradáveis para a imagem da empresa.

ANSIOLÍTICOS OU TRANQUILIZANTES

São substâncias sintéticas, produzidas em laboratórios em forma de tabletes ou cápsulas, e, indivíduos que desenvolvem dependência dessas medicações, mesmo sendo lícitas, sofrem muito pela síndrome de abstinência, quando lhes faltam meios para consegui-las.

Os primeiros sintomas patológicos são queda de pressão arterial e, se misturados com álcool aumentam os seus efeitos, podendo levar a estado de coma e morte.  Em grávidas podem causar má formação fetal.

Por isso, deve-se retomar que toda a medicação psicotrópica deve ter acompanhamento médico.

No trabalho aparece: produções erráticas, indiferenças pelas normas e regulamentos da empresa, faltas, atrasos.  São pessoas queixosas em excesso e sempre à procura de benefícios médicos, geralmente para conseguirem receitas para comprar “remédios”. Por isso, a necessidade de um programa de prevenção, com um médico integrando a equipe, para avaliar, detalhadamente, os casos de dependência ou não.

NARCÓTICOS
ÓPIO E SEUS DERIVADOS: HEROÍNA, MORFINA E CODEÍNA.

Também são drogas que diminuem a atividade mental, extraídas da papoula ou sinteticamente produzida em laboratórios.

A sua composição entra em vários medicamentos:

Xaropes para tosse, Tylex, Elixir Paregórico, Dolantina e muitos outros.  Seus efeitos nocivos ao organismo se assemelham aos ansiolíticos ou tranquilizantes.

Com grau de dependência aguda, poderá haver queda de pressão arterial, falência de respiração e dos batimentos cardíacos, podendo levar à morte.

No trabalho, a pessoa torna-se incapaz de pensar claramente, perde o interesse pela aparência física, há baixa motivação pelo que faz faltas, atrasos e pode vender ou traficar estas drogas na empresa. É bom lembrar, como já foi citado nesta obra, que há uma grande porcentagem de mulheres dependentes de ansiolíticos ou narcóticos.

POLIDEPENDÊNCIA E MULTIDROGAS

Com uma infinidade de drogas no mercado, é comum o uso de múltiplas drogas pelo dependente químico.  Quem usa cocaína em excesso, em seguida necessita de outra droga – o álcool, por exemplo - que compense a euforia para ficar “normal”; o alcoólatra precisa de alguma substância para apoiá-lo em um dia de trabalho, quando é impossível beber na sua repartição; os que usam estimulantes dependem de tranquilizantes para poder dormir.

Enfim, no trabalho, seja qual for à droga que o seu empregado dependa, há outras no mercado, lícitas ou ilícitas, para complicar a vida do indivíduo, biopsicosocialmente, e trazer problemas para a empresa.

Daí a importância da prevenção para um bom desenvolvimento empresarial e social.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA - A PRAGA DO MILÊNIO


“ÁLCOOL E DROGAS” – A PRAGA DO MILÊNIO

O termo utilizado “A PRAGA DO MILÊNIO” acredito ser a melhor maneira para demonstrar o quanto o Álcool e as Drogas tem o poder de destruir á aqueles que infelizmente se contaminam com essa praga.

A praga da dependência química ainda não é tratada com tanta seriedade entre os órgãos governamentais de saúde e educação, não oferecendo á população informações do quanto ela é prejudicial á saúde, á família e á sociedade.

Se tivéssemos maior atenção desses órgãos com certeza o índice de dependentes químicos e alcoólicos diminuiria consideravelmente e o índice de pessoas recuperadas seria bem maior.

Todos os delitos sociais de uma forma ou de outra estão ligados ao uso de álcool e drogas, como por exemplo: assaltos, roubos, estupros, homicídios, vandalismo, brigas, agressões, prostituição, sequestros, tráfico de armas, tráfico de drogas etc.

Sem contar com a destruição social, profissional, familiar e moral do indivíduo que por muitas vezes por falta de AJUDA não encontra informações e meios para se recuperar de sua dependência.

O ponto mais crítico da dependência sem duvida nenhuma é o desmoronamento familiar. Casamentos sendo dissolvidos não só devido á dependência, mas também ao que a dependência leva o indivíduo a fazer, como: Violência familiar, entre elas discussões, brigas, agressões, assassinatos, adultérios, falência financeira, desentendimentos entre marido e mulher, pais, irmãos e todos os membros da família.

Com a dependência do indivíduo todos de sua família ficam doentes também, são chamados de CÔ-DEPENDENTES, pois em função do indivíduo dependente se tornam também vitimas das consequências causadas pelo álcool e as drogas.

Assim na condição de doentes também não conseguem mais ajudar o dependente, pois passam também a precisarem de ajuda, espiritual, psicológica e muitas vezes psiquiátrica.

Por falar em psiquiátricas, convém informar que a dependência química nem sempre deve ser tratada com remédios, pois nem sempre a substituição da droga resolve o problema da dependência, porém existem casos que realmente há necessidade de remédios, isso deve ser avaliado por um profissional capacitado que realmente esteja interessado em clinicar corretamente o individuo, sem interesses particulares para essa ou aquela instituição.

Muitas clínicas de recuperação adotam os seus tratamentos administrando remédios para seus pacientes, talvez por falta de conhecimento individual da doença ou por facilitar os meios de conservar o dependente em tratamento.

A melhor maneira de ajudar um dependente é em primeiro lugar AMANDO-O, entender que ele é doente e precisa de ajuda.


TIPOS DE DROGAS PERTURBADORAS, ALUCINÓGENAS E SEUS EFEITOS


Perturbadores: São drogas que alteram o funcionamento do cérebro.

LSD-25

1. Histórico e origem do LSD-25
O LSD-25, ou seja, a dietilamida do ácido lisérgico é uma substância sintética, produzida em laboratório. Ela foi descoberta acidentalmente pelo cientista suíço Hoffman, que ingeriu uma pequena quantidade da droga. A partir disso, iniciaram-se experiências terapêuticas com o LSD-25. Ela foi utilizada para o tratamento de doenças mentais, mas hoje em dia sabe-se que ela não tem utilidade médica. Ela é talvez a substância mais ativa que age no cérebro. Pequenas doses já produzem grandes alterações.

2. O que o LSD-25 faz no organismo?
O LSD-25 é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela provoca alterações no funcionamento do cérebro, causando fenômenos psíquicos como alucinações, delírios e ilusões. Essa substância contém em sua estrutura o núcleo indol, que também está presente em um neurotransmissor do cérebro, a serotonina. Por esta característica, essa droga interfere no mecanismo de ação da serotonina. O LSD-25 é um alucinógeno primário, porque seus efeitos ocorrem principalmente no cérebro.

Os efeitos dessa droga dependem da sensibilidade da pessoa, do ambiente, da dose e da expectativa diante do uso da droga. Os efeitos físicos observados são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca, aumento de temperatura. Às vezes podem ocorrer náuseas e vômitos.

As alterações psíquicas são muito mais importantes. As sensações podem ser agradáveis como a observação de cores brilhantes e a audição de sons incomuns. Podem ocorrer também ilusões e alucinações. Em outros casos as alterações são desagradáveis. Algumas pessoas observam visões terríveis e sensações de deformidade externa do próprio corpo. Já foi descrito o efeito de flashback, isto é, semanas ou meses após o uso da droga os sintomas mentais podem voltar, mesmo que a pessoa não tenha mais consumido a droga.

3. Como o LSD-25 é eliminado do organismo?

A metabolização ocorre no fígado e a eliminação é feita pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência ao LSD-25
Os alucinógenos indólicos produzem pouco fenômeno de tolerância e não induzem dependência física.

Maconha

1. Histórico e origem da maconha
A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. O princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável pelos efeitos que a droga causa no organismo. A folha da maconha é conhecida por vários nomes: marijuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de THC.

A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos. Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado. A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico. Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.

Nos meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países em desenvolvimento. No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.

2. O que a maconha faz no organismo?
A maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela altera o funcionamento normal do cérebro, provocando fenômenos psíquicos do tipo delírios e alucinações.

Os efeitos da droga dependem da quantidade absorvida, do tipo de preparação, da via de administração, da sensibilidade da pessoa e do seu estado de espírito no momento do uso.
Os efeitos físicos agudos não são muito importantes. Podem ocorrer: boca seca, dilatação dos vasos da conjuntiva e aumento da frequência cardíaca. A diminuição do hormônio sexual masculino e consequentemente infertilidade pode ser um dos efeitos crônicos do uso da maconha. Não existem comprovações, mas possivelmente a maconha pode provocar também câncer de pulmão, pois contém níveis de benzopirenos semelhantes ao do tabaco. O uso prolongado provoca redução das defesas imunológicas do organismo.

Os efeitos psíquicos agudos dependem muito do estado de espírito do usuário e das expectativas do seu uso. Em algumas pessoas pode provocar euforia e hilaridade, em outras causa sonolência ou diminuição da tensão. Podem surgir também os efeitos de ilusões, delírios e alucinações. Ocorre também uma perda da noção de tempo e espaço e diminuição da memória. Quanto aos efeitos psíquicos crônicos não existem certezas somente suposições. Possivelmente, ocorra a chamada Síndrome amotivacional, em que as pessoas perdem o interesse pelos objetivos comuns, em prol do uso da droga do seu uso.

3. Como a maconha é eliminada do organismo?
O THC não é solúvel em água e é por isso que ele não pode ser injetado. A via de introdução são os pulmões. Essa substância é inativada pelo fígado e eliminada pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência à maconha
O uso prolongado pode levar ao efeito de tolerância. A droga também provoca o efeito de dependência, mas não existe uma Síndrome de abstinência característica com a cessação.

5. Efeitos terapêuticos dos derivados da maconha
Alguns derivados da maconha possuem efeitos terapêuticos. Tais aplicações incluem efeitos contra vômitos e náuseas causados pela quimioterapia no tratamento de câncer e ação analgésica e anticonvulsivante.

HAXIXE

Extraída da mesma planta donde se extrai a maconha. Mais precisamente, é uma espécie de resina retirada das folhas da Cannabis sativa e assim sendo, possui uma concentração maior de THC, a substância psicoativa da droga. Ilícita e alucinógena.

A resina é prensada em pedaços, em pelotas ou tabletes.

Efeitos
Observam-se praticamente os mesmos efeitos presenciados quando do consumo de maconha porém, devido à maior concentração do THC, os efeitos são mais intensos.
Excitação seguida de relaxamento, euforia, falar em demasia, fome intensa, olhos avermelhados, palidez, taquicardia, pupilas dilatadas e boca seca.

Problemas com o tempo e o espaço, prejuízo da atenção e da memória para fatos recentes, alucinações, diminuição dos reflexos, aumento do risco de acidentes, ansiedade intensa, pânico, paranoia, desânimo generalizado.

SKANK

Skank (também conhecida como supermaconha e skunk) é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo - THC (Tetra-hidro-canabinol).

O que torna o Skank uma forma mais concentrada de entorpecente?

A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).

Segundo estudos, no Skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor.

Ações no organismo: A droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC alcance o cérebro e o aparelho reprodutor.

Efeitos colaterais: como já foi dito, a espécie Skank é mais entorpecente que a maconha, seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina no organismo, e fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.

Em geral, os efeitos da droga Skank são semelhantes aos da maconha: excitação, aumento de apetite por doces, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alucinações e distúrbios na percepção de tempo e espaço.

Ayahuasca (Chá do Santo Daime)

As origens do uso da Ayahuasca na bacia Amazônica remontam à Pré-história. Não é possível afirmar quando tal prática teve origem, no entanto, há evidências arqueológicas através de potes, desenhos que levam a crer que o uso de plantas alucinógenas ocorra desde 2.000 a.C.

É uma droga lícita, porém a legalização protege o uso da droga para fins religiosos. Produz efeitos alucinógenos devido à presença da Dimetiltriptamina na planta Banisteriopsis caapi.
É uma bebida, um chá, preparada por meio da mistura da Banisteriopsis caapi (também denominada Ayahuasca) e da Psichotria viridis ou de plantas similares.

É conhecida também em diferentes culturas por: yajé, caapi, natema, pindé, kahi, mihi, dápa, bejuco de oro, vine of gold, vine of the spirits, vine of the soul, hoasca, chá do Santo Daime ou vegetal.

Efeitos
Alterações no processo de pensamento, concentração, atenção, memória e julgamento. Alteração na percepção da passagem do tempo, medo de perda do controle e do contato com a realidade, alterações na expressão emocional variando do êxtase ao desespero, mudanças da percepção corporal, alterações perceptuais atingindo vários sentidos, onde alucinações e sinestesias são mais comuns, mudanças no significado de experiências anteriores, sensação de inefabilidade, sentimentos de rejuvenescimento, hiper sugestionabilidade, sensação da alma estar se desprendendo do próprio corpo, sensação de contato com locais e seres sobrenaturais.

Náuseas, diarreia, vômitos, aumentos da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e incoordenação motora. Após o uso de grandes quantidades há relatos de que os usuários tornam-se frenéticos e agitados por alguns minutos. Podem aparecer também prostração e sonolência. Há ainda referências à audição de zumbidos, formigamento das extremidades sudorese e tremores. Pode apresentar ainda a síndrome serotoninérgica, quadro que pode ser fatal.

Cogumelos

Organismos que por suas características se enquadram no reino vegetal, embora incapazes de sintetizar clorofila, os cogumelos apresentam espécies comestíveis e outras altamente tóxicas, das quais se extraem venenos e substâncias alucinógenas.

Cogumelo é um fungo pertencente à classe dos basidiomicetos e dos ascomicetos, distribuído por numerosas famílias e centenas de gêneros. Compõem-se, morfologicamente, de um receptáculo ou chapéu, em cuja face inferior se encontram finíssimas lamelas, e um pedúnculo. Podem ser microscópicos, como os Aspergillus, Phitophthora e Plasmopora, ou visíveis a olho nu. Dentre as espécies macroscópicas, o chapéu-de-sol-do-diabo (Agaricus campestris) apresenta pedúnculo com aproximadamente seis centímetros e cresce em lugares úmidos e em madeira podre. É a espécie mais comum na Europa e muito encontrada no Brasil, onde também é frequente a orelha-de-pau ou urupê (Polyporus sanguineus).

Efeitos
Provocam alucinações variadas. Ás vezes, o usuário tem reações psíquicas agradáveis. Em outros casos, o cogumelo provoca fenômenos mentais desagradáveis, como sensações de deformação no próprio corpo. Também ocorrem enjoos, diarreias e vômitos. Pode causar intoxicação de consequências fatais, decorrentes de insuficiência renal e hepática.

Cacto Peyote

Utilizado desde remotos tempos na América Central, em rituais religiosos indígenas, sendo originário desta mesma região. Este cacto mexicano (Lopophora Williansi), que não existe no Brasil, produz a substância alucinógena "MESCALINA". PEYOTE é seu nome popular, de origem asteca, que significa "planta divina".

Carlos Castanheda, em seu livro "A Erva do Diabo", fala de uma experiência com o mescalito: "Abriu a tampa e entregou-me o vidro: dentro havia sete artigos de aparência estranha. Eram de tamanhos e consistência variados. Ao tato, pareciam a polpa de nozes ou superfície de cortiça. Sua cor acastanhada os fazia parecer cascas de nozes duras e secas."
Era e ainda é empregado e venerado como amuleto, panaceia (remédio para todos os males) ou alucinógeno, nas regiões montanhosas do México, bem antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Por certos índios, era utilizado como remédio ou para visões que permitissem profecias. Ingerido em grupo pode servir como indutor de estados de transe durante certas atividades rituais. Os astecas o mascavam durante festividades comunitário - religiosas.

O mescalito é considerado como protetor espiritual, pois acredita-se que ele aconselha e responde a todas as perguntas que você fizer

Efeitos
Dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia, náuseas, vômitos, alucinações e delírios. Essas reações psíquicas são variáveis; às vezes são agradáveis (boa viagem) ou não (má viagem), onde podem ocorrer visões terrificantes, como sensações de deformação do próprio corpo. Não há desenvolvimento de tolerância; também não induz à dependência e não ocorre síndrome de abstinência com o cessar do uso.

Outras Drogas Perturbadoras

Mescalina

A mescalina é um alucinógeno sintetizado a partir de um cactos, Peyote, natural do México. O cacto era usado há séculos em cerimônias religiosas. Ele ganhou maior importância há alguns anos atrás. Ela tem estrutura semelhante aos neurotransmissores do cérebro, a dopamina e a noradrenalina. Portanto ela age nessas substâncias para produzir os efeitos de alucinações. A mescalina é quase inexistente no Brasil.

Anticolinérgicos

1.  Introdução aos anticolinérgicos
Plantas do gênero Datura (cartucho, trombeta, saia-branca, zabumba), utilizadas como arbustos ornamentais, produzem substâncias anticolinérgicas, como a atropina e a escopolamina. Essas plantas podem ser encontradas em diversas regiões do Brasil, principalmente a Datura suaveolens e a Datura stramonium. A descrição mais antiga de uma intoxicação causada pelo seu uso no Brasil, data do ano de 1866, na Bahia.

A triexafenidila é uma substância sintética, que também tem efeito anticolinérgico. É usada para o tratamento do mal de Parkinson, mas a ingestão de grandes quantidades leva a fortes efeitos no sistema nervoso central e em outros órgãos do corpo.

2. O que os anticolinérgicos fazem no organismo?
 Essas substâncias têm a capacidade de bloquear (antagonismo competitivo) os receptores onde o neurotransmissor, acetilcolina, age. Os anticolinesterásicos, como a atropina e a escopolamina, agem mais especificamente em receptores chamados muscarínicos. Os seus efeitos, como a pupila dilatada, ocorrem devido ao bloqueio desse tipo de receptor.

Nos olhos, as pupilas ficam bastante dilatadas (midríase), o que causa embaçamento e "falta de foco" da visão. O coração bate mais rapidamente, a pele fica seca e avermelhada. Há também retenção urinária, aumento de temperatura, podendo ocorrer ataques convulsivos. Em alguns casos, a intoxicação pode levar à morte.

Os efeitos no sistema nervoso central são os de um processo alucinatório, podendo durar de um a três dias. As visões são geralmente de cenas horripilantes (animais, plantas, cadáveres). Visões agradáveis são raras.

FONTES:
www.brasilescola.com
www.jabect.jex.com.br
www.psicologia.pt
www.spiner.com.br
www.unodoc.org
www.grupoescolar.com
www.wikipédia.org



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Coordenador de Projetos de Prevenção ao uso de álcool e outras Drogas
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